O que podemos aprender com a moda do Copo Stanley?

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21/02/2022 as 09:18
De olho na Engenharia
O que podemos aprender com a moda do Copo Stanley?

Andar com seu próprio copo ou garrafa é uma atitude sustentável – uma escolha que não precisa ter uma marca.

Motivo de ostentação para uns e piada para outros, o chamado “Copo Stanley” virou uma febre no país. O copo térmico feito de aço inoxidável tem o propósito de manter a bebida fria (ou quente) por horas. Porém, o que deixa grande parte da população surpresa é o seu custo, que gira em torno de $150 a $200 reais!

Segundo a fabricante, Stanley, o copo mantêm a bebida gelada por quatro horas e meia, podendo chegar a 17 horas caso sejam adicionadas pedras de gelo. Contudo, ter um copo do modelo é bastante inacessível para a maioria dos brasileiros.

O hábito de carregar seu próprio copo ou garrafa era antes restrito a um grupo de pessoas preocupadas com a geração de resíduos e um estilo de vida mais sustentável. Entretanto, agora ele conquistou um grupo maior formado por pessoas que gostam de tomar uma cerveja sempre gelada, mas que trazem como motivações a comodidade e um certo status social. 

Consumo Consciente

Carregar copos e garrafas reutilizáveis, sejam eles térmicos ou não, contribuem para um dos primeiros “Rs” do consumo consciente, o “RECUSAR”. Quando deixamos de consumir, contribuímos muito mais do que quando reciclamos, por exemplo, principalmente quando consideramos a taxa de reciclagem de plástico no Brasil, que não passa de 4%.

O uso de copos térmicos reutilizáveis é principalmente benéfico onde os descartáveis são bastante nocivos para o ecossistema, como praias, trilhas, rios e lagos.

Outro ponto positivo do copo Stanley é evitar o desperdício de bebidas jogadas fora por serem consideradas “quentes ou frias demais”. Além disso, as pessoas têm a possibilidade de passarem a compartilhar vasilhames maiores e retornáveis (o famoso litrão) ou em jarras. Com isso, pode ser diminuida a quantidade de recursos naturais para fabricação de long necks ou garrafinhas de água, por exemplo.

Copo Stanley é sustentável?

Segundo a empresa, os copos são bastante duráveis, possuem garantia vitalícia em defeitos de fabricação, e são feitos com 25% de materiais reciclados. A empresa também disponibiliza um esquema de logística reversa para a reciclagem do copo, caso necessário.

Vale lembrar que os copos são produzidos na China e precisam viajar de navio ou avião até chegar ao Brasil. Isso aumenta sua pegada ambiental, portanto, considere essa questão na hora de fazer sua escolha.

Para concluir, a moda do copo Stanley ensinou que é possível criar novas mudanças de hábitos, e que essas mudanças podem ser leves e divertidas.

Fonte: Ciclo Vivo / Foto: Stanley/Divulgação

  • Gostei da parte que fala que é um tanto inacessível, concordo! Aqui onde eu moro custa mais de R$300,00, nos camelôs é a metade do preço.
    Acho caro!
    É uma modinha de ostentação, muito idiota!

  • têm um lado bem positivo quando falamos da hepatite, da economia que o sus fará com estas pessoas que não compartilham copos e evitam o copo descartável plástico que suja ambientes

  • Mais uma empresa que deixa de fabricar em seu país para buscar mão de obra escrava em países totalitaristas, fortalecendo-os economicamente e viabilizando assim, as ambições perigosas destes, para com o mundo.

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