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	<title>Sustentabilidade &#8211; De olho na Engenharia</title>
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	<description>Últimas novidades e tendências do mundo.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Apr 2026 13:41:51 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sustentabilidade &#8211; De olho na Engenharia</title>
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		<title>Casas de barro e bambu ganham destaque por baixo custo e sustentabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Bambu]]></category>
		<category><![CDATA[Barro]]></category>
		<category><![CDATA[Casa sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[Em meio ao aumento dos custos da construção civil, soluções simples e sustentáveis voltam a ganhar espaço. Na Indonésia, um especialista chamou atenção ao construir uma casa usando barro, bambu e palha, gastando cerca de US$ 460 em materiais. O projeto mostra que é possível erguer uma moradia funcional e resistente com técnicas tradicionais. Além [&#8230;]]]></description>
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<p>Em meio ao aumento dos custos da construção civil, soluções simples e sustentáveis voltam a ganhar espaço. Na Indonésia, um especialista chamou atenção ao construir uma casa usando barro, bambu e palha, gastando cerca de US$ 460 em materiais.</p>



<p>O projeto mostra que é possível erguer uma moradia funcional e resistente com técnicas tradicionais. Além disso, o custo final ficou cerca de 40% mais barato do que o de uma construção convencional, o que reforça o potencial desse modelo em regiões de baixa renda.</p>



<p><strong>Como funciona esse tipo de construção</strong></p>



<p>Primeiramente, a estrutura utiliza materiais naturais encontrados facilmente na região. O bambu forma a base estrutural, enquanto o barro é usado nas paredes.</p>



<p>Além disso, a construção inclui elementos como palha e argamassa de cal. Dessa forma, o uso de cimento e aço é reduzido ao mínimo, ficando restrito principalmente à fundação.</p>



<p><strong>Vantagens além do preço</strong></p>



<p>Embora o baixo custo chame atenção, os benefícios vão além da economia. Casas de barro oferecem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>melhor isolamento térmico</li>



<li>conforto acústico natural</li>



<li>maior adaptação a climas tropicais</li>
</ul>



<p>Além disso, a flexibilidade dos materiais torna esse tipo de construção mais resistente a terremotos em comparação com estruturas rígidas.</p>



<p><strong>Sustentabilidade em destaque</strong></p>



<p>Outro ponto importante envolve o impacto ambiental. Como utiliza materiais naturais e reduz o uso de insumos industriais, esse modelo gera menos poluição.</p>



<p>Por isso, as chamadas bioconstruções vêm sendo cada vez mais valorizadas em projetos sustentáveis ao redor do mundo.</p>



<p><strong>Nem tudo é vantagem</strong></p>



<p>Por outro lado, esse tipo de obra exige mais tempo. O processo de construção é artesanal e depende da secagem natural dos materiais.</p>



<p>Como resultado, a execução pode levar até o dobro do tempo de uma construção tradicional.</p>



<p><strong>Uma solução que pode crescer</strong></p>



<p>Mesmo com desafios, o modelo chama atenção como alternativa viável para o futuro da habitação.</p>



<p>Assim, ao combinar baixo custo, sustentabilidade e eficiência, as casas de barro e bambu mostram que soluções antigas podem se tornar respostas modernas para problemas atuais.</p>



<p>Fonte:&nbsp;<a href="https://sustentavel.istoe.com.br/casas-de-barro-indonesia-baixo-custo-bambu-2026" target="_blank" rel="noopener">Isto É</a></p>
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		<title>Redes de pesca viram blocos modulares de alta resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 20:44:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Blocos]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
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					<description><![CDATA[O bloco de construção ecológico aposta em inovação contra a crise climática A produção de materiais como concreto e tijolos cerâmicos é altamente intensiva energeticamente. Um estudo do PNUMA, de 2025, aponta que o setor de construção civil consome 32% da energia global e contribui para 34% das emissões globais de CO₂. Ao mesmo tempo, [&#8230;]]]></description>
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<p>O bloco de construção ecológico aposta em inovação contra a crise climática</p>



<p>A produção de materiais como concreto e tijolos cerâmicos é altamente intensiva energeticamente. Um estudo do PNUMA, de 2025, aponta que o setor de construção civil consome 32% da energia global e contribui para 34% das emissões globais de CO₂. Ao mesmo tempo, crescem as alternativas para descarbonizar edifícios. Uma possível opção a ser adotada foi desenvolvida na Coreia do Sul:&nbsp;<strong>um bloco de construção ecológico feito a partir de resíduos plásticos reciclados.</strong></p>



<p>Redes de pesca antigas, bóias e lonas agrícolas são exemplos de&nbsp;plásticos&nbsp;reaproveitados para a fabricação do novo bloco. São plásticos de baixa qualidade e costumeiramente de baixa reciclabilidade, trazendo assim uma alternativa de reuso para materiais como PVC usados na agricultura, por exemplo, que são difíceis de reciclar, uma vez que estão contaminados com solo, sal, matéria orgânica ou resíduos químicos.</p>



<p>O processo em geral para a fabricação do novo bloco envolve&nbsp;<strong>reciclar materiais difíceis de separar e limpar,</strong>&nbsp;transformando-os em&nbsp;<strong>componentes de engenharia civil altamente funcionais</strong>&nbsp;por meio de extrusão e moldagem, sem danificar a estrutura polimérica existente.</p>



<p>Basicamente, em vez de limpar, separar e&nbsp;decompor os plásticos&nbsp;em polímeros brutos, os resíduos plásticos mistos são fundidos diretamente em blocos utilizáveis para preservar a resistência e a flexibilidade dos materiais. Isso evita os custos e as emissões associados à reciclagem tradicional.</p>



<p>A tecnologia empregada garante, desta forma, a possibilidade de substituição de blocos de concreto para muros de contenção. Comparado aos produtos existentes no mercado, o bloco de plástico reciclado em questão apresenta&nbsp;<strong>resistência à tração 10 vezes maior e reduz as emissões de carbono em mais de 20% durante a construção</strong>, segundo a fabricante WES-Tec Global. O bloco foi desenvolvido em conjunto com a organização sem fins lucrativos&nbsp;<em>Korea Low Impact Development Association</em>&nbsp;(Associação Coreana para o Desenvolvimento de Baixo Impacto).</p>



<p><strong>Bloco em cruz</strong></p>



<p>Enquanto os aspectos ecológicos não são óbvios à primeira vista, o design dos blocos de construção ecológicos não passa despercebido. Em formato de cruz e com um centro oco, o bloco coreano apelidado de “Eco-C Cube” possui uma estrutura de encaixe que permite&nbsp;<strong>aplicações flexíveis</strong>, adaptando-se ao ambiente e ao local da construção.</p>



<p>Como peças modulares em formato de cubo, é possível encaixá-los e uni-los em três dimensões. Tal flexibilidade foi um dos aspectos reconhecidos pelo&nbsp;<strong>Edison Awards 2025</strong>, nos EUA, onde o produto ganhou a medalha de prata. O prêmio foi concedido na categoria “Solução Avançada de Infraestrutura de Engenharia”.</p>



<p>“Estamos muito orgulhosos de que a Westec Global tenha comprovado a excelência da tecnologia coreana no cenário mundial”, disse Choi Kyung-young, presidente da Associação Coreana para o Desenvolvimento de Baixo Impacto, na época. “Esperamos que essa conquista se torne um ponto de virada que acelere a expansão internacional da indústria nacional de tecnologia climática.”</p>



<p>Já Choi A-yeon, CEO da Westec Global, afirmou que o “Eco-C Cube é uma tecnologia capaz de responder simultaneamente à&nbsp;crise climática, promover a circulação de recursos e alcançar a neutralidade de carbono”.</p>



<p><strong>Construção na emergência climática</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1.webp" alt="" class="wp-image-5264" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-960x638.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-800x531.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-768x510.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-640x425.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-425x282.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-320x213.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/bloco-1-240x159.webp 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Carbonsaurus Co., Ltd.</figcaption></figure>
</div>


<p>A Westec Global planeja aplicar ativamente sua tecnologia em cidades costeiras, áreas propensas a inundações e áreas sujeitas a deslizamentos de terra em todo o mundo no futuro, buscando simultaneamente a padronização internacional da infraestrutura. Além da resiliência climática, o novo produto pode oferecer soluções para construções mais rápidas, econômicas e com menor pegada de carbono.</p>



<p>Enquanto esse futuro não chega, a tecnologia blocos de construção ecológicos é apresentada na CES 2026 em Las Vegas, a maior feira de tecnologia e eletrônica de consumo do mundo. A exibição reflete um desejo do CEO da Westec Global explícito ao ganhar o Edison Awards. “Espero que este prêmio leve a uma difusão tecnológica mais ativa e à colaboração no mercado global”, afirmou.</p>



<p>Com informações de <a href="https://ciclovivo.com.br/inovacao/tecnologia/redes-pesca-blocos-construcao-alta-resistencia/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a>.</p>
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		<title>Curso gratuito de design sustentável tem foco na reciclagem de plástico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 20:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Curso]]></category>
		<category><![CDATA[Curso gratuito]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
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					<description><![CDATA[Alunos aprenderão técnicas de design aplicadas ao plástico com abordagem inovadora que une sustentabilidade, design e criação de produtos Estão abertas as inscrições para o curso gratuito de&#160;design sustentável do&#160;Ateliê Criativo, destinado a jovens e adultos de Santo Amaro e região, bairro de São Paulo/SP. A formação oferece aulas teóricas e práticas sobre técnicas de [&#8230;]]]></description>
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<p>Alunos aprenderão técnicas de design aplicadas ao plástico com abordagem inovadora que une sustentabilidade, design e criação de produtos</p>



<p>Estão abertas as inscrições para o curso gratuito de&nbsp;design sustentável do&nbsp;<strong>Ateliê Criativo</strong>, destinado a jovens e adultos de Santo Amaro e região, bairro de São Paulo/SP. A formação oferece aulas teóricas e práticas sobre técnicas de design aplicadas ao aproveitamento do substrato de plástico, com base na abordagem internacional&nbsp;<strong>Precious Plastic</strong>, criada pelo designer holandês Dave Hakkens. A metodologia propõe a transformação do plástico por meio de máquinas e processos acessíveis, promovendo aprendizado técnico, consciência ambiental e estímulo à criatividade.</p>



<p>O projeto busca promover a capacitação profissional e o desenvolvimento de habilidades técnicas e criativas, além de contribuir para a sustentabilidade por meio do reaproveitamento de materiais. As inscrições podem ser realizadas pelo&nbsp;<a href="https://www.nucleosdecultura.com.br/ateliecriativo-santoamaro/" target="_blank" rel="noopener">link</a>&nbsp;até o dia&nbsp;<strong>25 de fevereiro</strong>.</p>



<p>Com carga horária de&nbsp;<strong>196 horas</strong>, o curso possui uma formação ampla e vagas limitadas. Os participantes poderão desenvolver produtos valorizados a partir do plástico, transformar o substrato de plástico em produtos de valor, planejar e registrar suas ideias com precisão e trocar ideias e desenvolver seus projetos de forma livre, com todo o suporte necessário.</p>



<p>As inscrições acontecem até<strong>&nbsp;25 de fevereiro&nbsp;</strong>pelo&nbsp;<a href="https://www.nucleosdecultura.com.br/ateliecriativo-santoamaro/" target="_blank" rel="noopener">link</a>&nbsp;e as aulas terão início em&nbsp;<strong>04 de março de 2026</strong>. Todo o material necessário para realização do curso será disponibilizado de forma gratuita pelo projeto.</p>



<p>A iniciativa é patrocinada pela&nbsp;<strong>Unilever</strong>, e realizada pelo&nbsp;<strong>Instituto São Paulo de Arte e Cultura</strong>&nbsp;e pelo&nbsp;<strong>Ministério da Cultura</strong>, por meio da&nbsp;<strong>Lei Federal de Incentivo à Cultura.</strong></p>



<p><strong>Acompanhe o projeto&nbsp;</strong><a href="https://www.instagram.com/ateliecriativoprojeto" target="_blank" rel="noopener"><strong>no Instagram</strong></a><strong>.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="961" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1.webp" alt="" class="wp-image-5254" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-960x901.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-800x751.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-768x721.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-640x601.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-425x399.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-320x300.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/01/curso-1-240x225.webp 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem: Ateliê Criativo</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Ateliê Criativo – Curso gratuito de Design com Plástico Reciclado</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Inscrições:</strong> até 25 de fevereiro de 2026 | <a href="https://www.nucleosdecultura.com.br/ateliecriativo-santoamaro/" target="_blank" rel="noopener">Link para inscrições</a></li>



<li><strong>Início das aulas:</strong> 04 de março de 2026</li>



<li><strong>Local:</strong> Rua Padre José de Anchieta, 131, Santo Amaro, São Paulo – SP</li>



<li><strong>Carga horária:</strong> 196 horas</li>



<li><strong>Turmas Ateliê Criativo – Unilever<br></strong>Turma 1 | Segunda, quarta e sexta | 18h30 às 21h30<br>Turma 2 | Terça, quinta e sexta | 18h30 às 21h30</li>
</ul>



<p><strong><em>Vagas limitadas</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Estudantes brasileiras criam madeira sustentável a partir da casca da mandioca</title>
		<link>https://deolhonaengenharia.com/estudantes-brasileiras-criam-madeira-sustentavel-a-partir-da-casca-da-mandioca.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 00:03:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Madeira sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[A ideia inicial de um grupo de estudantes do Colégio Sesi, de Araucária (PR), região metropolitana de Curitiba, era produzir um plástico biodegradável, porém, com o andamento das pesquisas, o projeto acabou se encaminhando para outra inovação: um tipo de madeira sustentável, produzida com casca de mandioca, tetraborato de sódio (bórax), cola e água. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ideia inicial de um grupo de estudantes do Colégio Sesi, de Araucária (PR), região metropolitana de Curitiba, era produzir um plástico biodegradável, porém, com o andamento das pesquisas, o projeto acabou se encaminhando para outra inovação: um tipo de madeira sustentável, produzida com casca de mandioca, tetraborato de sódio (bórax), cola e água.</p>



<p>O experimento apresentado durante uma Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias), realizada em Foz do Iguaçu (PR), se destacou por ser uma alternativa de baixo custo e ambientalmente correta. As estudantes Amanda Bueno Coutinho, Ana Vitória de Lara e Letícia Azambuja de Souza explicam como foi o processo:</p>



<p>“A nossa madeira é feita a partir de resíduos orgânicos da mandioca, como a casca, e utilizamos também outros componentes para deixá-la mais compactada. Para nós fazermos a nossa madeira, fomos variando a quantidade dos nossos materiais (mais cola, menos cola. Mais casca, menos casca), até encontrar o nosso protótipo ideal”.</p>



<p>Além de sustentável, o modelo de madeira é resistente a traças, cupins e até fogo. “Fizemos um teste de inflamabilidade, em que ela teve resultado muito parecido com o MDF Fire, que é produzido na América Latina. Além disso, a nossa madeira é praticamente impermeável. Nós deixamos imersa por cerca de três dias. Quando retiramos, achamos que tínhamos perdido o teste porque ela havia inchado completamente. Mas quando secou, voltou ao estágio inicial.</p>



<p>Isso significa, que mesmo que ela infiltre ela consegue evaporar essa água novamente.” De acordo com as estudantes, o próximo passo é buscar a produção da madeira em larga escala.</p>



<p>Um grupo de estudantes do Colégio SESI, de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, desenvolveu uma madeira sustentável, produzida a base de casca de mandioca. Chamado de madeira aglomerada de mandioca, a invenção é resistente a água e ao fogo e tem baixo custo.</p>



<p>Rhuan Barbosa Lopes, Amanda Bueno Lopes e Ana Vitória Oliveira Lara, os responsáveis pela inovação, disseram que começaram seu projeto no intuito de criar um plástico biodegradável. Porém, como obtiveram um material de má qualidade e viram que já existiam plásticos semelhantes no mercado, desistiram dessa ideia.</p>



<p>Então, mudaram o projeto e passaram a direcionar seus esforços na criação de uma madeira&nbsp;sustentável&nbsp;a partir da mandioca. A grande sacada da equipe aconteceu quando eles perceberam que a casca deste tubérculo tinha uma consistência semelhante a de ferragens de madeira. Por ter essa característica, poderia ser usada para fabricar “falsas madeiras”.</p>



<p>Os jovens usaram uma mistura de cola, água e casca da mandioca triturada para produzir a madeira aglomerada de mandioca. Amanda Bueno disse que o processo de criação da madeira foi de tentativa e erro, ou seja, eles variaram a quantidade de cada material até conseguirem formar um protótipo ideal.</p>



<p>O protótipo gerado no experimento agradou a equipe por diversas razões. Primeiramente, ele dá um destino adequado a um material jogado no lixo em grande quantidade em todo o país: a casca de mandioca. Segundo, apresenta um baixo custo e facilidade de produzir. Terceiro, pode ser usada na fabricação de móveis, evitando que mais árvores sejam cortadas com esse fim.</p>



<p>Além disso, apresentou diversas vantagens em relação aos similares no mercado. Ela é praticamente impermeável a água, o que evita a danificação dos móveis por infiltração. Também, apresenta resistência às traças, aos cupins e até ao fogo. De acordo dom Rhuam Lopes, essa madeira não cria chamas na presença de fogo, apenas carboniza sem perder suas propriedades.</p>



<p>A madeira aglomerada de mandioca foi apresentada na&nbsp;<a href="https://www.clickfozdoiguacu.com.br/7a-edicao-da-ficiencias-tem-quase-400-projetos-inscritos/" target="_blank" rel="noopener">7ª edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias)</a>, realizada em Foz do Iguaçu (PR), e recebeu destaque por ser uma alternativa de baixo custo e ambientalmente correta. Apesar do sucesso obtido na feira com a inovação, os estudantes ainda não estão totalmente satisfeitos com o seu produto.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="732" height="590" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/madeira-sustentavel.png" alt="" class="wp-image-5158" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/madeira-sustentavel.png 732w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/madeira-sustentavel-640x516.png 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/madeira-sustentavel-425x343.png 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/madeira-sustentavel-320x258.png 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/madeira-sustentavel-240x193.png 240w" sizes="(max-width: 732px) 100vw, 732px" /><figcaption class="wp-element-caption">Rhuan Barbosa Lopes, Amanda Bueno Lopes e Ana Vitória Oliveira Lara</figcaption></figure>
</div>


<p>Eles querem reduzir o preço final dele e, para tal, pretendem diminuir a quantidade de cola que vai no preparo. Segundo Ana Vitória, a cola é um dos materiais mais caros da nossa produção. Os alunos também pretendem modificar os seus equipamentos para que eles formem um produto que se adapte ao maquinário atual. A intenção do grupo é fabricar a madeira aglomerada de mandioca em grande escala.</p>



<p>Com informações de <a href="https://sustentabilidadenoar.com.br/estudantes-criam-madeira-sustentavel-a-partir-de-casca-de-mandioca/" target="_blank" rel="noopener">Sustentabilidade no Ar</a>.</p>
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		<title>Telha capta e filtra até 96% da água de chuva</title>
		<link>https://deolhonaengenharia.com/telha-capta-e-filtra-ate-96-da-agua-de-chuva.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 22:12:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Água da chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Telha]]></category>
		<category><![CDATA[Telhado ecológico]]></category>
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					<description><![CDATA[Sistema desenvolvido na França é capaz de armazenar, filtrar e garantir o uso da água de chuva para fins residenciais e urbanos A&#160;água&#160;é fundamental para a vida. Quando falta, não conseguimos nos hidratar, produzir alimentos e manter nossa rotina de higiene. E quando vem em excesso, provoca enchentes em locais sem a capacidade para absorver [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sistema desenvolvido na França é capaz de armazenar, filtrar e garantir o uso da água de chuva para fins residenciais e urbanos</p>



<p>A&nbsp;água&nbsp;é fundamental para a vida. Quando falta, não conseguimos nos hidratar, produzir alimentos e manter nossa rotina de higiene. E quando vem em excesso, provoca enchentes em locais sem a capacidade para absorver e armazenar corretamente esse bem precioso. Cidades mais permeáveis, com áreas verdes no lugar do concreto são uma solução natural muito eficiente. Outra solução, desenvolvida por uma startup francesa é um sistema com telhas que absorvem e filtram a água da chuva.</p>



<p>O sistema Cactile foi desenvolvida por Jean-Baptiste Landes, renomado especialista em hidroeletricidade e gestão de fluxos fluviais. A inspiração e o nome vieram dos cactos, plantas capazes de armazenar a água, mesmo em climas desérticos. O produto é capaz de coletar, filtrar e armazenar com eficiência a água da chuva solucionando dois desafios: garantir água para os mais diversos usos e evitar que esta água se transforme em&nbsp;alagamentos nas cidades.</p>



<p>A ideias veio com a observação de que as ondas de calor intensificam as secas e ameaçam a segurança hídrica. Neste cenário, quando chove, o Cactile é capaz de armazenar até 96% da água que cai em&nbsp;telhados&nbsp;inclinados.</p>



<p>Fabricado em aço galvanizado, o sistema não só capta a água com eficiência, como realiza a filtragem, evitando a passagem de detritos e folhas. Isso acontece graças ao design de entradas precisamente desenhadas.</p>



<p>Depois que a água é captada e filtrada pelas telhas, ela é armazenada no sistema, que tem capacidade de a 40 litros de água por metro quadrado. Esta característica permite a utilização da água captada para diversas tarefas domésticas e de&nbsp;irrigação, melhorando a autossuficiência das famílias e reduzindo a dependência da rede de abastecimento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1.jpeg" alt="" class="wp-image-5090" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1.jpeg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-960x639.jpeg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-800x533.jpeg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-768x512.jpeg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-640x426.jpeg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-425x283.jpeg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-320x213.jpeg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-1-240x160.jpeg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Cactile</figcaption></figure>
</div>


<p>Destinado tanto a novas construções como a projetos de renovação, o sistema Cactile foi concebido considerando as diversas necessidades estruturais dos edifícios existentes. Com um peso total que não ultrapassa os 60 kg por metro quadrado, incluindo a água armazenada, este sistema apresenta uma opção viável e menos dispendiosa em comparação com as soluções tradicionais de cobertura.</p>



<p>Outra vantagem é que o sistema dispensa o uso de bombas elétricas e o consumo de energia, já que o reservatório fica na parte superior da construção e a força da gravidade leva a água filtrada e armazenada para banheiros e torneiras da casa.</p>



<p>Para os moradores, além da independência da rede de abastecimento, a água da chuva pode ajudar a diminuir os gastos mensais. Nas cidades, o sistema pode ajudar a garantir água para irrigação de áreas verdes – fundamentais para ajudar a diminuir as temperaturas e garantir a permeabilidade do solo.</p>



<p><strong>Primeiros projetos previstos para 2025</strong></p>



<p>O ladrilho Cactile tem um design ecológico que pode ser instalado em construções novas ou antigas. Seu sistema de controle automatizado facilita a gestão da água no terreno e, portanto, a implementação de projetos em áreas urbanas.</p>



<p><strong>O design da telha Cactile é baseado em conhecimentos avançados em mecânica dos fluidos para recuperar o máximo de água, mesmo durante as chuvas mais intensas.</strong></p>



<p>O desenvolvimento do Cactile foi o resultado de uma colaboração entre especialistas em diversas áreas, incluindo engenharia industrial, design e&nbsp;construção. O envolvimento de profissionais de coberturas desde as fases iniciais do projeto garante que a instalação dos painéis seja simples e eficiente, abrindo caminho para uma adoção mais ampla desta tecnologia.</p>



<p>Com as primeiras instalações projetadas para o início de 2025 e um piloto previsto para o final de 2024, o Cactile se posiciona como uma solução promissora para os desafios da escassez hídrica. Até a comercialização, os idealizadores preveem novas versões destes coletores para melhorar ainda mais a qualidade da água captada.</p>



<p>Captar a água da chuva, garantindo que este recurso vai ser aproveitado ao máximo e evitar que as chuvas se transformem em enchentes, por meio de design e materiais já existentes é um exemplo de como tecnologias sustentáveis podem contribuir para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.</p>



<p><strong>Para mais informações, acesse&nbsp;</strong><a href="https://cactile.fr/" target="_blank" rel="noopener">cactile.fr</a>.</p>
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		<title>Essa casa em espiral é construída com madeira, terra e telhado verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 12:32:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[De olho na engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[A Spiral Garden foi edificada em uma ilha no Japão. Uma casa que cresce junto com a família. Foi esse o pedido dos clientes ao escritório japonês Ryuichi Ashizawa Architects &#38; Associates, que decidiu projetar uma residência em formato de espiral – padrão bastante encontrado na natureza. O lar, que é cercado por vegetação, inclui [&#8230;]]]></description>
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<p>A Spiral Garden foi edificada em uma ilha no Japão.</p>



<p>Uma casa que cresce junto com a família. Foi esse o pedido dos clientes ao escritório japonês Ryuichi Ashizawa Architects &amp; Associates, que decidiu projetar uma residência em formato de espiral – padrão bastante encontrado na natureza. O lar, que é cercado por vegetação, inclui a preocupação ambiental do chão ao teto.</p>



<p>A Spiral Garden ou casa espiral foi construída em um terreno de 1.000 m2 na Ilha Awaji, em Hyogo, no Japão, para uma família de quatro pessoas. Vigas de madeira sustentam o telhado. De acordo com o escritório, cada parte da construção de madeira foi entalhada à mão por carpinteiros. O material está presente nas paredes, portas e móveis.</p>



<p>Quase tudo na residência é revestido com terra local da ilha. O chão, por exemplo, adota uma técnica chamada de “Tataki”. Mais conhecido como um preparo da culinária japonesa, o Tataki é também um método construtivo tradicional de piso de terra batida. As paredes ganharam malha de bambu trançada e acabamentos de terra, que ajudam a armazenar o calor e controlar a umidade.</p>



<p>A casa possui janelas em todos os lados – permitindo o constante contato com a vista exterior. Ao centro do lar, um cilindro com clarabóia garante a entrada de luz solar durante o dia. Quando aberta, também funciona como um túnel de ventilação natural.</p>





<p>Com um teto que mais parece um escorregador verde, diversas plantas podem ser cultivadas: contribuindo para resfriar o ambiente interior. A água da chuva irriga a vegetação e o excesso flui gradativamente para um lago construído no quintal, que serve como reservatório. O terreno ainda possui uma horta em espiral, forno ao ar livre e banheiro seco. Tudo remete à harmonia com a natureza.</p>



<p>A forma não convencional da edificação é, segundo os arquitetos da Ryuichi Ashizawa, uma referência às casas locais da ilha Awaji, que são feitas de madeira e revestidas de terra. Além disso, aposta em uma “abordagem arquitetônica mais primitiva baseada na reunião familiar”.</p>



<p>Com várias possibilidades de layout, alguns cômodos não possuem funções pré-determinadas e podem servir para fins diversos ao longo da vida. Em comum, todos os espaços parecem conectados pela circularidade, que estimula o convívio e as trocas.</p>
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		<title>COP30 precisa ser histórica, diz cientista climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2025 15:10:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[Os olhares do mundo todo estão voltados para Belém, no Pará. A cidade brasileira é sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a&#160;COP30, que irá debater soluções para a crise climática. A expectativa é grande. Para Carlos Nobre, um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, esta terá de ser [&#8230;]]]></description>
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<p>Os olhares do mundo todo estão voltados para Belém, no Pará. A cidade brasileira é sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a&nbsp;<strong>COP30</strong>, que irá debater soluções para a crise climática.</p>



<p>A expectativa é grande. Para Carlos Nobre, um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, esta terá de ser a mais importante de todas as edições do evento em termos de avanços em ações efetivas para combater as&nbsp;<strong>mudanças climáticas</strong>.</p>



<p><strong>Estamos cada vez mais perto de uma tragédia climática</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em entrevista à <a href="https://agencia.fapesp.br/cop30-tera-de-ser-a-mais-importante-de-todas-as-conferencias-do-clima-diz-carlos-nobre/56356" target="_blank" rel="noopener"><strong>Agência FAPESP</strong></a>, o pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, destacou a necessidade de todos fazerem sua parte.</li>



<li>Para ele, os países precisam reduzir suas emissões de gases de efeito estufa a fim de mitigar os riscos de um aumento do aquecimento global acima de 2°C até 2050.</li>



<li>O cientista explica que, se esse nível for atingido, a Amazônia deixaria de funcionar como floresta e passaria a emitir mais carbono do que absorve.</li>



<li>Isso criaria um círculo vicioso, alternando ainda mais o equilíbrio climático do nosso planeta.</li>
</ul>



<p><strong>Esforço precisa ser global</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1.jpg" alt="" class="wp-image-4943" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-960x640.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-800x534.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-768x512.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-640x427.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-425x283.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-320x213.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-240x160.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Amazônia pode atingir ponto de não retorno (Imagem: streetflash/Shutterstock)
</figcaption></figure>
</div>


<p>Carlos Nobre lembra que durante a&nbsp;COP26, realizada em Glasgow, na Escócia, todos os países concordaram em não deixar a temperatura passar de 1,5 °C. Para isso, era necessário&nbsp;reduzir 43% das emissões até 2030 e zerar o saldo de emissões líquidas até 2050. Uma meta que ainda está distante.</p>



<p>Portanto, na minha opinião, a COP30 tem que ser, assim como foi a COP21, com o Acordo de Paris, e depois a COP26, a COP mais importante. Todos os países, ainda que os Estados Unidos não estejam dentro, têm de&nbsp;acelerar demais a redução das emissões. É&nbsp;um enorme desafio. A China colocou pequenas metas de redução até 2035. Precisa acelerar demais. Hoje é o país que mais emite, junto com a Índia. Já os Estados Unidos têm de esperar que o próximo presidente mude essa política.&nbsp;</p>



<p><em>Carlos Nobre, cientista climático</em></p>



<p>O especialista ainda alerta para os riscos de superar os 2 °C de aquecimento. Segundo ele, podemos observar uma grande extinção dos recifes de corais e de inúmeras espécies oceânicas, mas também de animais que vivem nos continentes.</p>



<p>Nós vamos fazer com que descongele o solo congelado da Sibéria, norte do Canadá e norte do Alasca, o chamado permafrost, que congelou há milhões e milhões e milhões de anos e represou uma quantidade gigantesca de gás de efeito estufa, como o metano, que é 28 a 30 vezes mais poderoso para reter o calor em comparação com o gás carbônico. E já começou a descongelar. Até 2100, mais de 200 bilhões de toneladas desses gases do permafrost vão ser lançados na atmosfera. Nós vamos acelerar demais o derretimento do manto de gelo na Groenlândia. Isso vai aumentar muito o nível do mar e também de parte da Antártica Ocidental. Vamos praticamente derreter o gelo do mar Ártico e ali do oceano do lado da Antártica.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="553" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2.jpg" alt="" class="wp-image-4945" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-960x518.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-800x432.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-768x415.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-640x346.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-425x230.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-320x173.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-240x130.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Todos os países precisam fazer sua parte para reduzir as emissões (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)</em></figcaption></figure>
</div>


<p><em>Carlos Nobre, cientista climático</em></p>



<p>Para evitar este cenário, ele afirma que todos os países têm que concordar em acelerar a redução das emissões. Além disso, é preciso incentivar o uso de energias renováveis, impulsionando a transição energética global.</p>



<p>Com Informações de <a href="https://olhardigital.com.br/2025/11/06/ciencia-e-espaco/cop30-precisa-ser-historica-diz-cientista-climatico/" target="_blank" rel="noopener">Olhar Digital</a>.</p>
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		<title>Estudo revela que incinerar “lixo” é caro e perigoso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 14:14:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[De olho na engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia circular]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Publicação mostra que incineração consome altos volumes de energia, libera poluentes e ameaça empregos na cadeia de reciclagem No início de 2025, dados do “Circularity’s Time Has Come“, da Boston Consulting Group (BCG) mostram que o mundo joga no lixo, literalmente,&#160;quase 200 bilhões de euros desperdiçados anualmente em materiais recicláveis que poderiam ser aproveitados. Se [&#8230;]]]></description>
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<p>Publicação mostra que incineração consome altos volumes de energia, libera poluentes e ameaça empregos na cadeia de reciclagem</p>



<p>No início de 2025, dados do “<a href="https://mkt-bcg-com-public-pdfs.s3.amazonaws.com/prod/circularitys-time-has-come.pdf" target="_blank" rel="noopener">Circularity’s Time Has Come</a>“, da Boston Consulting Group (<a href="https://www.bcg.com/" target="_blank" rel="noopener">BCG</a>) mostram que o mundo joga no lixo, literalmente,&nbsp;<strong>quase 200 bilhões de euros desperdiçados anualmente em materiais recicláveis que poderiam ser aproveitados</strong>. Se jogar dinheiro no lixo é uma absurda, a incineração desse material consegue ser ainda pior, já que traz junto a liberação de poluentes e o uso desnecessário de energia.</p>



<p><strong>Mas é isso que a prefeitura de São Paulo pretende com a construção de três usinas de incineração, chamadas de Unidades de Recuperação Energética.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="431" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2.webp" alt="" class="wp-image-4925" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-960x404.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-800x337.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-768x323.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-640x269.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-425x179.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-320x135.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-1-2-240x101.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: “Recuperação Energética de Resíduos Sólidos Urbanos: Mitos e Fatos sobre Incineração e Outras Formas de Tratamento Térmico”</figcaption></figure>
</div>


<p>No caminho contrário, pesquisadores afirmam que incinerar resíduos não é o melhor caminho, nem para São Paulo e nem para outras cidades. Isso porque, além do aumento da produção atmosférica e sonora, a incineração significa uma série de oportunidades perdidas: implementar a circularidade poderia não só reduzir custos e volatilidade nas cadeias de abastecimento, como também criar vantagens competitivas e minimizar os impactos ambientais.</p>



<p>O&nbsp;<a href="https://polis.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Recuperacao-Energetica_V3.pdf" target="_blank" rel="noopener">estudo publicado pelo Instituto Pólis e pela Aliança Resíduo Zero Brasil</a>, com apoio da GAIA (Global Alliance for Incinerator Alternatives) e do Urban Movement Innovation Fund revela revela que o modelo de incineração, além de altamente poluente, é financeiramente inviável e gera impactos negativos para a saúde pública e para o trabalho de catadores de materiais recicláveis.</p>



<p>Entre os resultados da pesquisa “Recuperação Energética de Resíduos Sólidos Urbanos: Mitos e Fatos sobre Incineração e Outras Formas de Tratamento Térmico” está a conclusão importante de que a incineração de resíduos sólidos urbanos, frequentemente apresentada como solução tecnológica de ponta para o problema do lixo, pode representar um retrocesso ambiental, econômico e social para o Brasil.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="606" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1.webp" alt="" class="wp-image-4926" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-960x568.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-800x473.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-768x455.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-640x379.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-425x252.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-320x189.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-2-1-240x142.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: “Recuperação Energética de Resíduos Sólidos Urbanos: Mitos e Fatos sobre Incineração e Outras Formas de Tratamento Térmico”</figcaption></figure>
</div>


<p>Lançado às vésperas da COP 30, a primeira Conferência do Clima da ONU sediada na Amazônia, o estudo do Instituto Pólis surge em um momento estratégico para o debate ambiental global. A publicação reforça a urgência de priorizar soluções realmente sustentáveis para a gestão de resíduos urbanos, num contexto em que o Brasil se prepara para apresentar compromissos climáticos renovados e políticas de transição justa.</p>



<p>O relatório evidencia que a queima de resíduos gera apenas 1,7 emprego a cada 10 mil toneladas de lixo, enquanto a reciclagem semimecanizada cria 321 empregos no mesmo volume, além de preservar energia e reduzir a extração de matérias-primas.</p>



<p><strong>Para conferir o conteúdo completo da pesquisa e entender quais são os 14 mitos irreais sobre a incineração de resíduos, clique&nbsp;</strong><a href="https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/e6ac839e-867f-41ae-6c50-08de124d4089/https%253a%252f%252fpolis.org.br%252fwp-content%252fuploads%252f2025%252f10%252fRecuperacao-Energetica_V3.pdf/7a02bc31-ed1c-4a73-2ad3-08d7c5ff26d2/natasha@ciclovivo.com.br/True" target="_blank" rel="noopener"><strong>aqui</strong></a><strong>.&nbsp;</strong></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="870" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3.webp" alt="" class="wp-image-4927" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-960x816.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-800x680.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-768x653.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-640x544.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-425x361.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-320x272.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-3-240x204.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Melhores soluções para a gestão de resíduos orgânicos. Fonte: “Recuperação Energética de Resíduos Sólidos Urbanos: Mitos e Fatos sobre Incineração e Outras Formas de Tratamento Térmico”</figcaption></figure>
</div>


<p>A incineração envolve a queima de resíduos como papel, plástico e restos de alimentos, tanto comerciais como residenciais, para produzir eletricidade. Adicionalmente à geração de energia, produz cinzas, dióxido de carbono, poluentes atmosféricos e outros resíduos tóxicos.</p>



<p>De acordo com os dados apresentados no estudo, o custo de instalação de uma planta de incineração no Brasil varia entre R$ 14.500 e R$ 27.000 por kW, enquanto a energia solar custa de R$ 2.500 a R$ 5.000 por kW — ou seja, o mesmo investimento poderia gerar em média até 8 vezes mais energia se direcionado à energia solar.</p>



<p>Além disso, a incineração pode emitir até 1.707g de dióxido de carbono por kWh, contra 88g da média da matriz elétrica brasileira, que é predominantemente renovável.</p>



<p>Os números do estudo evidenciam que a incineração aumenta o custo da energia elétrica para os consumidores. De acordo com dados globais, é uma das formas mais caras de se gerar energia, com custos quase quatro vezes maiores do que a energia solar e eólica, mais que o dobro do gás natural e 25% superiores aos da energia a carvão.</p>



<p><strong>Em países de renda média semelhante à brasileira, a incineração custa de 3 a 10 vezes mais por tonelada (dólares/tonelada) para tratar os resíduos em comparação à reciclagem/compostagem ou aterro sanitário.</strong></p>



<p>“A incineração não é uma solução moderna nem sustentável. É cara, polui, destrói materiais que poderiam ser reciclados e cria dependência de modelos ultrapassados de gestão de resíduos”, afirma Elisabeth Grimberg, coordenadora do&nbsp;<a href="https://polis.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Pólis</a>&nbsp;e uma das autoras do estudo.</p>



<p><strong>Impactos sociais e ambientais</strong></p>



<p>O estudo destaca que a incineração gera poluentes tóxicos e cinzas contaminadas com metais pesados, exigindo destinação a aterros&nbsp;<em>classe I</em>&nbsp;— os mesmos que recebem resíduos perigosos. Em diversos países, estudos apontam níveis elevados de dioxinas, furanos e PFAS (substâncias químicas persistentes) em comunidades próximas a incineradores, com casos de câncer, doenças respiratórias e impactos reprodutivos.</p>



<p><strong>Nos Estados Unidos, 8 em cada 10 incineradores estão instalados em áreas de predominância de população negra, indígena ou de baixa renda, evidenciando um quadro de racismo ambiental.</strong></p>



<p>Os resíduos brasileiros possuem aproximadamente 43% de fração orgânica, tendo um teor de umidade maior que os resíduos de países ricos. É preciso secar os resíduos para queimá-los e isso gera custo e energia adicional para unidades de incineração, além de destruir matéria nobre que poderia estar sendo destinada à compostagem e tornar-se adubo orgânico numa cadeia circular virtuosa.</p>



<p><strong>Alternativas sustentáveis</strong></p>



<p>O estudo reforça que o Brasil não depende da incineração para garantir segurança energética – ainda que queimando 9.875 toneladas de resíduos por dia geraria apenas 0,1% da capacidade instalada nacional. Já a reciclagem associada à biodigestão possui seis vezes mais potencial de aproveitamento energético que a incineração.</p>



<p><strong>Além de ser ineficiente, a incineração compete com a reciclagem e a compostagem, reduzindo o acesso dos catadores a materiais recicláveis e colocando em risco milhares de postos de trabalho em cooperativas e empreendimentos locais.</strong></p>



<p><strong>Mundo recua e Brasil ainda avalia&nbsp;</strong></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="648" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4.webp" alt="" class="wp-image-4928" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-960x608.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-800x506.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-768x486.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-640x405.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-425x269.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-320x203.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/img-4-240x152.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: “Recuperação Energética de Resíduos Sólidos Urbanos: Mitos e Fatos sobre Incineração e Outras Formas de Tratamento Térmico”</figcaption></figure>
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<p>Apesar de frequentemente citada como modelo, a União Europeia já retirou a incineração de seus fundos sustentáveis e nove países cobram taxas sobre o processo, enquanto outros cinco não possuem incineradores em operação. Nos EUA, 53 incineradores foram desativados desde 2000, principalmente por inviabilidade econômica e resistência das comunidades locais.</p>



<p>O relatório do Instituto Pólis alerta que importar essa tecnologia para o Brasil pode gerar um “efeito lock-in”: contratos de longo prazo (20 a 30 anos), que obrigam as cidades a manter altos volumes de lixo queimado para garantir o retorno financeiro dos investidores — o que contraria a Política Nacional de Resíduos Sólidos e desestimula a&nbsp;economia circular.</p>



<p><strong>Na COP 30, Belém recebe 1º sistema público de compostagem</strong></p>



<p>A capital do Pará passará a contar com a primeira unidade pública de compostagem de resíduos orgânicos da cidade. O sistema será implementado pelo Instituto Pólis, com o apoio do Global Methane Hub (GMH), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Prefeitura de Belém, através da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (SEZEL), por meio da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva e do SEBRAE. A instalação será concluída antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em novembro, e permanecerá como legado para a capital paraense e referência para a Região Norte.</p>



<p>Além de atender à demanda da COP 30 — que deverá gerar cerca de 5 toneladas diárias de resíduos orgânicos durante 12 dias de evento —, a iniciativa busca integrar cooperativas de catadores, agricultores familiares e projetos locais já existentes, como Composta Belém, Compostagem na Real e Usinas da Paz. O composto produzido será destinado principalmente à agricultura familiar, fechando o ciclo do aproveitamento de resíduos.</p>



<p>Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG, 2022), a disposição de resíduos orgânicos em aterros e lixões é a segunda maior fonte de metano no Brasil, respondendo por quase 10% das emissões do gás no país. Em Belém, o cenário é ainda mais crítico: os resíduos orgânicos representam 31,5% das emissões de GEEs e 99% das emissões de metano do município.</p>



<p>O objetivo da iniciativa do Instituto Pólis é fortalecer a reciclagem de resíduos orgânicos e consolidar a compostagem como uma solução contínua para a cidade de Belém, tendo em vista a necessidade de mais políticas públicas e incentivos voltados à gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU). Articulada com políticas públicas e parcerias locais, a unidade será capaz de desviar os&nbsp;resíduos orgânicos&nbsp;do aterro, evitando emissões de gases de estufa (GEEs), além de promover a transição justa no setor, através da geração de renda e inclusão de catadoras/es de materiais recicláveis no sistema.</p>



<p>“A compostagem realizada com catadores representa uma oportunidade estratégica para ampliar a reciclagem de resíduos orgânicos no Brasil, especialmente considerando que cerca de 90% da reciclagem de resíduos secos já é conduzida pelo trabalho dos catadores e catadoras. Ao integrá-los nesse processo, é possível promover uma transição justa na gestão de resíduos, com benefícios socioambientais relevantes”, explica Victor Argentino, coordenador de projetos da equipe de resíduos sólidos e agroecologia do Instituto Pólis.</p>



<p>Com informações de <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/estudo-revela-que-incinerar-lixo-e-caro-e-perigoso/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a>.</p>
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		<title>Startup cria carros elétricos movidos a energia solar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 15:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilidade Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Veiculo elétrico]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo da Bako Motors é oferecer mobilidade sustentável e acessível para o continente africano, com carros a partir de R$ 33 mil Trocar os combustíveis fósseis por eletricidade é um passo para a descarbonização do transporte. Se esta&#160;energia elétrica é renovável, melhor ainda. E essa é a proposta da Bako Motors que desenvolveu carros elétricos [&#8230;]]]></description>
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<p>Objetivo da Bako Motors é oferecer mobilidade sustentável e acessível para o continente africano, com carros a partir de R$ 33 mil</p>



<p>Trocar os combustíveis fósseis por eletricidade é um passo para a descarbonização do transporte. Se esta&nbsp;energia elétrica é renovável, melhor ainda. E essa é a proposta da Bako Motors que desenvolveu carros elétricos movidos a energia solar.</p>



<p>A startup fica na Tunisia e combina a energia solar que vem de painéis no teto dos veículos com o carregamento elétrico tradicional. Veículos elétricos normalmente dependem de tomadas. O resultado é uma maior autonomia dos veículos e a chance de recarregar as baterias com o carro em movimento.</p>



<p>Já existem propostas de carregamento de carros elétricos com painéis solares, mas a ideia da Bako é fazer isso da maneira mais simples possível, de forma que seja escalável. A startup já tem dois modelos que foram desenvolvidos para a mobilidade urbana, principalmente onde a infraestrutura elétrica é limitada ou instável.</p>



<p><strong>O primeiro modelo é o Bako Bee, veículo compacto que pode levar no máximo 2 pessoas. O segundo modelo é a B-Van, uma minivan que pode ser usada para entregas e transporte de pequenas cargas.</strong></p>



<p>A meta é levar mobilidade sustentável ao continente africano, onde o sol está presente na maior parte do tempo.&nbsp;combustíveis fósseis. O fundador da Bako, Boubaker Siala, explica que os painéis solares no teto podem cobrir mais da&nbsp;metade das necessidades diárias de diária com a energia solar, cerca de 17.000 km por ano sem necessidade de conexão à rede elétrica.</p>



<p>Os veículos tem também a opção de carregamento em uma tomada, mas querem trazer uma alternativa para situações da vida real, especialmente em áreas urbanas ou rurais com luz solar constante.</p>



<p><strong>Viabilidade e praticidade</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="686" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1.jpg" alt="" class="wp-image-4920" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-960x643.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-800x536.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-768x515.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-640x429.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-425x285.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-320x214.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-1-240x161.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Bako Motors</figcaption></figure>
</div>


<p>A Bako oferece soluções reais de mobilidade desenvolvendo veículos pequenos, duráveis e acessíveis, projetados para um contexto real. O modelo B-Van pode transportar&nbsp;até 400 kg de carga, com autonomia total entre&nbsp;100 e 300 km, dependendo do uso e da carga. O custo inicial é de US$ 8,5 mil (cerca de R$ 45 mil).</p>



<p>Para deslocamentos urbanos, o modelo&nbsp;Bee&nbsp;oferece uma opção ultracompacta de dois lugares, ideal para circular em ruas congestionadas ou áreas rurais com pouco trânsito. Com&nbsp;velocidade máxima de 44 km/h&nbsp;e&nbsp;autonomia entre 70 e 120 km, o preço inicial é de&nbsp;US$ 6,2 mil (cerca de R$ 33 mil).</p>



<p>Um terceiro modelo,&nbsp;o X-Van, uma van com mais capacidade de carga, já está em desenvolvimento e foi projetado para duas pessoas.</p>



<p><strong>Economia local, impacto real</strong></p>



<p>Além da preocupação com o uso de energia limpa e acessível, a Bak tem como objetivo fortalecer a economia local. Mais de&nbsp;40% das peças dos veículos&nbsp;da startup são fabricadas no continente africano – do&nbsp;aço do chassi&nbsp;às&nbsp;baterias. Isso&nbsp;reduz os custos de importação, cria empregos locais e fortalece as cadeias de suprimentos regionais.</p>



<p><strong>Em 2026, a Bako planeja inaugurar uma segunda fábrica de montagem com uma capacidade maior, o que vai permitir a capacidade anual de produção de 8 mil veículos.&nbsp;</strong>A ideia é seguir oferecendo veículos ao continente africano e expandir as vendas para o&nbsp;Oriente Médio e Europa, onde há um interesse crescente em veículos solares leves para entregas de última milha e mobilidade urbana sustentável.</p>



<p>Essa abordagem —&nbsp;tecnologia limpa, produção local e preços acessíveis&nbsp;— coloca a Bako em uma posição única: ela está&nbsp;adaptando a revolução elétrica às necessidades do Sul Global, em vez de impor um modelo externo que muitas vezes não se encaixa.</p>



<p><strong>Potencial</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="842" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2.jpg" alt="" class="wp-image-4921" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-960x789.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-800x658.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-768x632.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-640x526.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-425x349.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-320x263.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/carro-2-240x197.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Bako Motors</figcaption></figure>
</div>


<p>Os veículos solares da Bako podem ter um impacto real na&nbsp;redução de emissões e na descentralização energética. Entre as vantagens dos seus produtos e modelo de negócio, Boubaker Siala destaca algumas oportunidades:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reduzir a pegada de carbono do transporte urbano e rural, especialmente em países com redes elétricas instáveis.</li>



<li>Facilitar o acesso à mobilidade elétrica para empreendedores, pequenas empresas e motoristas de entrega sem acesso constante a estações de carregamento.</li>



<li>Promover modelos econômicos locais circulares, onde os veículos são fabricados, mantidos e reutilizados na mesma região.</li>



<li>Estimular a inovação tecnológica local apoiando uma indústria de mobilidade africana sustentável com alcance global.</li>



<li>Aproveitamento direto da energia solar, sem perdas de transmissão ou custos de armazenamento centralizado.</li>
</ul>



<p><strong>“A mobilidade elétrica do futuro não precisa ser luxuosa ou complexa. Às vezes, tudo o que você precisa fazer é olhar para o céu e deixar o sol fazer o seu trabalho”</strong>, completa o fundador.</p>



<p><strong>Quer saber mais? Acesse&nbsp;</strong><a href="https://bakomotors.com/en/home" target="_blank" rel="noopener"><strong>bako</strong></a><strong>.</strong></p>



<p>Com informações de <a href="https://ciclovivo.com.br/arq-urb/mobilidade/startup-cria-carros-eletricos-movidos-a-energia-solar/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ar-condicionado de 2.000 anos pode ser a chave para um futuro mais sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 13:37:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia e Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ar-condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagine viver em uma das regiões mais quentes do planeta onde as temperaturas chegam a&#160;54 graus,&#160;mas mesmo assim sua casa se mantém fresca&#160;sem precisar de eletricidade? No&#160;Irã, uma invenção com mais de 2 milênios continua surpreendendo arquitetos, cientistas e curiosos: o&#160;badgir&#160;(captador de vento). Trata-se de um&#160;sistema de ar-condicionado natural&#160;que funciona até hoje. O badgir Seu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Imagine viver em uma das regiões mais quentes do planeta onde as temperaturas chegam a&nbsp;<strong>54 graus,&nbsp;</strong>mas mesmo assim sua casa se mantém fresca&nbsp;<strong>sem precisar de eletricidade?</strong></p>



<p>No&nbsp;Irã, uma invenção com mais de 2 milênios continua surpreendendo arquitetos, cientistas e curiosos: o&nbsp;<strong>badgir&nbsp;</strong>(captador de vento). Trata-se de um&nbsp;<strong>sistema de ar-condicionado natural&nbsp;</strong>que funciona até hoje.</p>



<p><strong>O badgir</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="900" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1.webp" alt="" class="wp-image-4792" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1.webp 1200w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-1140x855.webp 1140w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-1024x768.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-960x720.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-800x600.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-768x576.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-640x480.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-425x319.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-320x240.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-1-240x180.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Várias torres de badgir</em></figcaption></figure>
</div>


<p>Seu visual parece uma&nbsp;<strong>torre oca,</strong>&nbsp;com abertura nos quatro lados voltadas para os&nbsp;<strong>ventos predominantes.&nbsp;</strong>Quando o ar entra por essas frestas, ele é&nbsp;<strong>direcionado para o interior da construção,&nbsp;</strong>muitas vezes passando pelos&nbsp;<strong>qanats</strong>&nbsp;(canais aquáticos subterrâneos).</p>



<p>O resultado? Um&nbsp;<strong>ar mais úmido e fresco</strong>&nbsp;distribuído pelos ambientes internos.</p>



<p>Uma pesquisadora do&nbsp;<strong>Instituto Iraniano de Arquitetura Tradicional,&nbsp;<em>Zahra Mahmoodi</em></strong>&nbsp;comenta:</p>



<p><em>Estamos reaprendendo com os antigos. Hoje, diversas universidades e centros de inovação estudam como adaptar essa tecnologia milenar para&nbsp;prédios modernos.</em></p>



<p>Portanto, o badgir pode ser uma alternativa real e sustentável diante da crise energética e&nbsp;aquecimento global.</p>



<p>Além de “amigo do meio ambiente”, tem custo de manutenção quase zero, dura séculos e seus materiais são baratos (barros e tijolos).</p>



<p>O engenheiro ambiental,&nbsp;<strong>Hossein Rahnama</strong>&nbsp;diz:</p>



<p><em>A arquitetura tradicional do Irã é um exemplo claro de como o ser humano pode viver em harmonia com o clima, e não contra ele.&nbsp;</em></p>



<p><strong>Inspiração para o futuro</strong></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1536" height="1024" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2.webp" alt="" class="wp-image-4793" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2.webp 1536w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-1280x853.webp 1280w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-1140x760.webp 1140w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-1024x683.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-960x640.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-800x533.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-768x512.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-640x427.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-425x283.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-320x213.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/10/ar-2-240x160.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Engenharia do badgir</em></figcaption></figure>
</div>


<p>Enquanto as grandes metrópoles dependem de&nbsp;<strong>sistemas artificiais de climatização,&nbsp;</strong>o badgir nos lembra que somos capazes de&nbsp;<strong>criar soluções eficientes com poucos recursos e sustentáveis.</strong></p>



<p>Inclusive, algumas startups&nbsp;<strong>de arquitetura sustentável&nbsp;</strong>já vêm adaptando conceitos baseados nessa invenção milenar para&nbsp;<strong>prédios comerciais e residenciais</strong>&nbsp;em países como Índia,&nbsp; Egito, México e até aqui no Brasil.</p>



<p>Enfim, o&nbsp;<strong>badgir</strong>&nbsp;nos convida a repensarmos nossa relação com o ambiente, a tecnologia e o consumo. Em tempos de caos climático,&nbsp;<strong>olhar para o passado é o meio de construirmos um futuro melhor.&nbsp;</strong></p>



<p>Vale a reflexão da pesquisadora, anteriormente citada,&nbsp;<strong><em>Mahmoodi:&nbsp;</em></strong></p>



<p><em>Não precisamos reinventar tudo. Às vezes, a resposta está na sabedoria dos nossos antepassados, esperando para ser redescoberta</em></p>



<p>Com informações de <a href="https://www.fatosdesconhecidos.com.br/ar-condicionado-de-2-000-anos-pode-ser-a-chave-para-um-futuro-mais-sustentavel/" target="_blank" rel="noopener">Fatos Desconhecidos</a>.</p>
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		<title>A tinta mais branca do mundo resfria sem ar-condicionado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 16:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia e Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão solar]]></category>
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					<description><![CDATA[Tecnologia reflete quase toda a luz solar e pode economizar energia até em dias escaldantes. Já imaginou pintar sua casa com uma tinta tão branca que ela praticamente &#8220;expulsa&#8221; o calor? Pois cientistas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, criaram exatamente isso: a tinta mais branca do mundo, capaz de refletir impressionantes 98,1% da [&#8230;]]]></description>
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<p>Tecnologia reflete quase toda a luz solar e pode economizar energia até em dias escaldantes.</p>



<p>Já imaginou pintar sua casa com uma tinta tão branca que ela praticamente &#8220;expulsa&#8221; o calor? Pois cientistas da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, criaram exatamente isso: a tinta mais branca do mundo, capaz de refletir impressionantes 98,1% da luz solar.</p>



<p>Enquanto as tintas brancas comuns refletem apenas entre 80% e 90% da luz, essa nova fórmula vai além do que os olhos conseguem perceber. Ela utiliza sulfato de bário, o mesmo composto usado em papéis fotográficos e exames de raio X, mas com partículas de diferentes tamanhos, o que potencializa a reflexão da luz em diversos comprimentos de onda.</p>



<p>O resultado? Superfícies cobertas com essa tinta&nbsp;podem ficar até 4 graus Celsius abaixo da temperatura do ambiente, mesmo sob sol forte. Isso acontece porque ela não só reflete a luz, como também dissipa o calor infravermelho — o tipo de calor que normalmente faz os objetos esquentarem durante o dia.</p>



<p><strong>Pode substituir ar-condicionado?</strong></p>



<p>Sim, em muitos casos. Uma casa ou prédio com o telhado pintado com essa tinta pode reduzir drasticamente o uso de energia elétrica, principalmente em climas quentes. Segundo os pesquisadores, a economia pode chegar a toneladas de emissões de carbono por ano, se considerarmos um uso em larga escala.</p>



<p>Para você ter uma ideia,&nbsp;um metro quadrado dessa tinta pode gerar um resfriamento de até 10 watts, o suficiente para equilibrar o ganho de calor solar em diversas superfícies.</p>



<p><strong>Quando estará disponível?</strong></p>



<p>A equipe de cientistas já está trabalhando para tornar essa tinta comercial. O desafio agora é adaptar a fórmula para aplicações em grande escala e garantir que ela seja resistente, durável e viável economicamente. Mas tudo indica que, em breve, poderemos ver prédios, casas e até carros pintados com essa inovação.</p>



<p><strong>Uma curiosidade a mais:</strong></p>



<p>O desenvolvimento da tinta mais branca do mundo também tem implicações para o combate às ilhas de calor urbano, fenômeno que faz com que cidades fiquem significativamente mais quentes que áreas rurais por causa de concreto, asfalto e construções que retêm muito calor. Com essa tinta, seria possível transformar tetos e fachadas em verdadeiros escudos contra o aquecimento urbano.</p>
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		<title>Sua futura casa pode ser construída com vidro reciclado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2025 13:18:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[De olho na engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Garrafa de vidro]]></category>
		<category><![CDATA[Materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Vidro]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova técnica substitui cimento por cal e vidro moído em blocos de terra compactada, reduzindo emissões e reaproveitando resíduos Reciclar&#160;vidro&#160;é mais complexo do que parece, e novas formas de reaproveitamento são essenciais. Pesquisadores da Universidade de Portsmouth, junto a outras instituições, desenvolveram uma técnica para incorporar vidro moído em blocos de terra compactada (CEB), uma [&#8230;]]]></description>
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<p>Nova técnica substitui cimento por cal e vidro moído em blocos de terra compactada, reduzindo emissões e reaproveitando resíduos</p>



<p>Reciclar&nbsp;<strong>vidro</strong>&nbsp;é mais complexo do que parece, e novas formas de reaproveitamento são essenciais.</p>



<p>Pesquisadores da Universidade de Portsmouth, junto a outras instituições, desenvolveram uma técnica para incorporar vidro moído em blocos de terra compactada (CEB), uma alternativa de construção sustentável com menor emissão de carbono do que tijolos tradicionais.</p>



<p>O estudo sobre a técnica foi publicado na revista <a href="http://tracking.port.ac.uk/tracking/click?d=SU4ySEkInHfHlHduAQV49-CCDpG4UNeNgSAGaJfx0OWMLm13rVvyt80XphGrIr8S4FqNtm--MLDou-Sbb5X0AsTEgCX5_dvziGKqhU6IgCsCY4i4IXvyXGZL44ZF2U3U8IAhEXuwt66VJ25wImsQIrCwrmEs08d21IZ2JWjpTcSFG4srR8JYAEHSHzjRCHFc2A2" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>Discover Civil Engineering</em></strong></a>.</p>



<p><strong>Descobertas do estudo</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os CEBs são feitos de solo, água e, normalmente, cimento, que atua como aglutinante.</li>



<li>No estudo, os cientistas buscaram substituir o cimento por uma mistura de cal e partículas de vidro reciclado.</li>



<li>Após diversos testes, descobriram que uma composição com 10% de cal e 10% de vidro produziu blocos altamente resistentes, sem rachaduras sob pressão.</li>



<li>Essa alternativa não só reduz o uso de cimento, mas também oferece uma nova aplicação para resíduos de vidro, cuja reciclagem tradicional é cara e exige muita energia.</li>
</ul>



<p><strong>Tijolos sustentáveis ainda precisam de mais testes</strong></p>



<p>Apesar dos avanços, os pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos sobre a durabilidade dos blocos em diferentes ambientes.</p>



<p>Os CEBs são ideais para construções de baixo porte em regiões com umidade moderada, sendo especialmente viáveis em países em desenvolvimento, onde materiais locais e mão de obra são abundantes.</p>



<p>Globalmente, há esforços para reutilizar vidro em revestimentos resistentes ao fogo, concreto para impressão 3D e até tijolos com isolamento térmico aprimorado.</p>



<p>A nova técnica reforça o potencial do vidro como recurso sustentável, embora seu impacto dependa da ampliação do uso de CEBs na construção civil.</p>



<p>Com informações de <a href="https://olhardigital.com.br/2025/07/26/pro/sua-futura-casa-pode-ser-construida-com-vidro-reciclavel/" target="_blank" rel="noopener">Olhar Digital</a>.</p>
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