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	<title>Meio Ambiente &#8211; De olho na Engenharia</title>
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	<description>Últimas novidades e tendências do mundo.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 25 Jun 2026 18:37:55 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Meio Ambiente &#8211; De olho na Engenharia</title>
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		<title>Geleira do Juízo Final pode perder plataforma de gelo ainda este ano, alertam cientistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 18:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Antartida]]></category>
		<category><![CDATA[Geleira Do Juízo Final]]></category>
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		<category><![CDATA[Nível Do Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Thwaites]]></category>
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					<description><![CDATA[Cientistas alertam para risco iminente na Antártida Cientistas monitoram um processo acelerado de&#160;desintegração&#160;em uma das regiões mais instáveis da Antártida. Eles alertam que a chamada “Geleira do Juízo Final” pode perder parte importante de sua plataforma de&#160;gelo&#160;ainda este ano. Além disso, os pesquisadores destacam que esse colapso pode representar um ponto crítico para o equilíbrio [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cientistas alertam para risco iminente na Antártida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cientistas monitoram um processo acelerado de&nbsp;desintegração&nbsp;em uma das regiões mais instáveis da Antártida. Eles alertam que a chamada “Geleira do Juízo Final” pode perder parte importante de sua plataforma de&nbsp;gelo&nbsp;ainda este ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os pesquisadores destacam que esse colapso pode representar um ponto crítico para o equilíbrio da camada de gelo da região, aumentando o risco de impactos globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é a Geleira do Juízo Final</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Geleira Thwaites, localizada na Antártida Ocidental, ganhou o apelido de “Geleira do Juízo Final” devido ao seu potencial impacto no nível dos oceanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela funciona como uma espécie de barreira natural. Dessa forma, ela desacelera o fluxo de gelo vindo do interior da Antártida em direção ao mar. No entanto, essa barreira vem enfraquecendo rapidamente nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a plataforma de gelo está em risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores explicam que o aquecimento das águas oceânicas profundas ataca a base da geleira. Por isso, o gelo perde estabilidade de forma contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, imagens de satélite mostram rachaduras crescentes e áreas cada vez mais frágeis na plataforma. Consequentemente, o risco de desintegração aumentou de forma significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator importante envolve as mudanças nos ventos e nas correntes oceânicas. Esses elementos empurram água mais quente para regiões antes protegidas, acelerando o derretimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece se a plataforma se romper</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a plataforma de gelo&nbsp;colapsar, o gelo terrestre atrás dela pode deslizar mais rapidamente para o oceano. Dessa forma, o nível do mar pode subir de maneira acelerada ao longo das próximas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estudos indicam que a perda da Thwaites pode desencadear um efeito dominó em outras partes da Antártida Ocidental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, cientistas tratam essa região como um dos principais pontos de atenção do planeta no cenário climático atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que essa geleira preocupa tanto a ciência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Thwaites já responde por uma parcela significativa da instabilidade da Antártida Ocidental. Ao mesmo tempo, ela contém gelo suficiente para alterar drasticamente o nível global dos oceanos se colapsar por completo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consequentemente, comunidades costeiras em diversas partes do mundo podem enfrentar impactos diretos no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pesquisadores afirmam que o processo pode se acelerar caso o aquecimento global continue no ritmo atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que os cientistas esperam para os próximos meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores seguem monitorando a região com satélites e expedições científicas. Eles querem entender a velocidade real do colapso e prever possíveis pontos de ruptura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cientistas reforçam que ainda existe incerteza sobre o momento exato da desintegração, mas concordam que o processo já está em estágio avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;<a href="https://olhardigital.com.br/2026/05/28/ciencia-e-espaco/geleira-do-juizo-final-pode-perder-plataforma-de-gelo-ainda-este-ano-temem-cientistas/#google_vignette" target="_blank" rel="noopener">Olhar Digital</a></p>
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		<title>Morgan Freeman transformou sua fazenda em um santuário para salvar abelhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 18:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[Morgan Freeman]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[O ator&#160;Morgan Freeman&#160;decidiu usar sua própria terra para uma causa ambiental urgente. Em vez de explorar economicamente sua fazenda, ele transformou o local em um santuário dedicado à preservação das abelhas. A iniciativa começou há mais de uma década, quando o ator converteu cerca de 44 hectares de sua propriedade em um ambiente repleto de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ator&nbsp;Morgan Freeman&nbsp;decidiu usar sua própria terra para uma causa ambiental urgente. Em vez de explorar economicamente sua fazenda, ele transformou o local em um santuário dedicado à preservação das abelhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa começou há mais de uma década, quando o ator converteu cerca de 44 hectares de sua propriedade em um ambiente repleto de flores e árvores frutíferas, criando condições ideais para a sobrevivência dos insetos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O problema que motivou a ação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, Freeman se preocupou com o fenômeno conhecido como colapso das colônias de abelhas. Esse problema vem reduzindo drasticamente a população desses insetos em várias partes do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as abelhas desempenham um papel essencial na polinização. Sem elas, a produção de alimentos pode cair drasticamente, afetando desde frutas até vegetais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona o santuário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ajudar na recuperação da espécie, o ator importou colmeias e instalou dezenas delas em sua propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o local conta com mais de 40 colmeias, onde as abelhas vivem em um ambiente protegido, longe de pesticidas e ameaças comuns.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Freeman não explora comercialmente o espaço. Ele não coleta mel nem interfere na reprodução dos insetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um projeto sem fins lucrativos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente de muitos projetos agrícolas, o objetivo não é gerar lucro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário, o ator criou o santuário exclusivamente para permitir que as abelhas se reproduzam e ajudem a recuperar a população da espécie.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impacto ambiental</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa ganhou destaque porque mostra como ações individuais podem contribuir para problemas globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o projeto reforça a importância da preservação ambiental, especialmente em um momento em que a biodiversidade enfrenta ameaças crescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um exemplo que inspira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a atitude de Morgan Freeman vai além do simbolismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, ao usar sua propriedade para proteger as abelhas, o ator se torna um exemplo de como recursos podem ser utilizados para gerar impacto positivo no meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;<a href="https://www.adorocinema.com/amp/noticias/filmes/noticia-1000198401/" target="_blank" rel="noopener">Adoro Cinema</a></p>
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		<title>Centros de dados entram na mira por agravar ilhas de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Crise climatica]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo indica que centros de dados ampliam ilhas de calor e podem impactar mais de 340 milhões de pessoas no mundo Um estudo inicial conduzido por um grupo de cientistas identificou uma correlação entre o desenvolvimento de centros de&#160;dados&#160;e a intensificação do fenômeno das&#160;ilhas de calor ao redor do mundo. A pesquisa sugere uma relação [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Estudo indica que centros de dados ampliam ilhas de calor e podem impactar mais de 340 milhões de pessoas no mundo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo inicial conduzido por um grupo de cientistas identificou uma correlação entre o desenvolvimento de centros de&nbsp;dados&nbsp;e a intensificação do fenômeno das&nbsp;<strong>ilhas de calor ao redor do mundo</strong>. A pesquisa sugere uma relação direta entre essas estruturas e um aumento relevante de temperatura nas regiões próximas, destacando a “notável influência do calor nas comunidades e na&nbsp;<strong>qualidade de vida local</strong>”. Ainda não revisado por pares, o artigo foi elaborado por nove pesquisadores ligados a instituições como a Universidade de Cambridge e a Universidade Tecnológica de Nanyang. As conclusões se baseiam em duas décadas de dados de temperatura obtidos por sensores remotos da superfície terrestre e foram disponibilizadas na plataforma pública arXiv.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Batizado de Efeito de Ilha de Calor de Dados, o estudo indica que áreas próximas aos chamados<strong>&nbsp;“principais centros de hiperescala de IA”</strong>&nbsp;registram aumento médio de 3,6 graus Fahrenheit (2 graus Celsius), podendo chegar, em situações extremas, a 16,4 graus Fahrenheit (9,1 graus Celsius). A análise também dimensiona o alcance desse impacto térmico: mais de 340 milhões de pessoas podem ser afetadas globalmente. “Avaliamos o impacto nas comunidades, quantificando que mais de 340 milhões de pessoas podem ser afetadas por esse aumento de temperatura”, afirmou o grupo de pesquisadores. “Nossos resultados mostram que o efeito da ilha de calor de dados pode ter uma influência notável nas comunidades e no&nbsp;<strong>bem estar regional no&nbsp;futuro</strong>, tornando-se, portanto, parte da discussão sobre IA ambientalmente sustentável em todo o mundo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa considerou 6.733 centros de dados, todos situados fora de áreas metropolitanas densamente povoadas. Mesmo assim, os cientistas apontam que o efeito térmico pode se propagar por até 10 quilômetros (6 milhas) a partir dessas instalações, ampliando seu alcance para&nbsp;<strong>além das zonas industriais onde estão localizadas</strong>. O estudo surge em um momento estratégico para o setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) nos Estados Unidos, que busca aproveitar a expansão dos investimentos em Inteligência Artificial diante de um cenário econômico ainda instável. Esse contexto reforça preocupações já existentes sobre o crescimento acelerado dessas infraestruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A lógica predominante tem sido a da aceleração, o infame ‘agir rápido e quebrar coisas’, o que se traduz em construir capacidade primeiro e talvez mitigar depois”, disse Marina Otero Verzier, pesquisadora e arquiteta de Harvard. “Se o desenvolvimento continuar nesse ritmo, veremos um&nbsp;<strong>aumento significativo nas emissões e a intensificação do efeito térmico</strong>“. A especialista ressalta que os impactos ultrapassam os limites físicos dos centros de dados. “Esses impactos vão muito além dos próprios centros de dados, moldando territórios inteiros, embora aqueles que vivem perto deles geralmente suportem o fardo.” Diante disso, ela defende medidas mais rigorosas: “Em um contexto de fragilidade ecológica e instabilidade energética, é necessária uma moratória, seguida de um quadro regulatório muito<strong>&nbsp;mais rigoroso que envolva a supervisão pública</strong>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Otero, que estuda os efeitos ambientais dessas estruturas, aponta que embora existam iniciativas voltadas a projetos mais sustentáveis, elas ainda não são predominantes no setor. “De fato, existem&nbsp;<strong>projetos ecossociais</strong>&nbsp;mais avançados sendo desenvolvidos em todo o mundo, mas o comprometimento da indústria com sua implementação não está acompanhando a velocidade, a escala e a ambição territorial do crescimento em hiperescala”, afirmou. Ela também observa que os resultados do estudo estão em sintonia com outras pesquisas recentes. “As conclusões do estudo estão alinhadas com um crescente corpo de pesquisas sobre os&nbsp;<strong>impactos da expansão de data centers</strong>. Embora eu não tenha tido a oportunidade de examinar os números em profundidade, as afirmações gerais são consistentes com o que estamos vendo em todo o mundo e, mais importante, com o que as comunidades vivenciam diariamente ao viverem perto de instalações hiperescaláveis”, continuou Otero. “Eles realmente conseguem perceber que o ambiente ao seu redor está mudando.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço desses empreendimentos ocorre em um cenário de forte crescimento econômico do setor. A expectativa é que os centros de dados ultrapassem US$ 150 bilhões em taxas de projeto e construção nos Estados Unidos até o fim da década. Paralelamente, há preocupações sobre o&nbsp;<strong>aumento da pegada de&nbsp;carbono&nbsp;da construção civil</strong>, que pode dobrar até 2050. Globalmente, o mercado de centros de dados quase dobrou desde o período pré-pandemia, alcançando US$ 350 bilhões no último ano. Ao mesmo tempo, projetos inovadores continuam surgindo, como novos centros anunciados em Pequim e na Suécia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/crise-climatica/centros-de-dados-entram-na-mira-por-agravar-ilhas-de-calor/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a></p>
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		<title>Brasil está entre os maiores emissores de metano no mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:29:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[De olho na engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Metano]]></category>
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					<description><![CDATA[País tem três dos 25 principais aterros sanitários superpoluentes Um aterro sanitário em&#160;Curitiba&#160;e dois em&#160;São Paulo&#160;aparecem numa lista dos&#160;25 locais&#160;do setor de resíduos com as&#160;maiores taxas de emissões de metano&#160;detectadas e quantificadas em todo o mundo. O ranking é do projeto STOP Methane do Instituto Emmett da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">País tem três dos 25 principais aterros sanitários superpoluentes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aterro sanitário em&nbsp;<strong>Curitiba</strong>&nbsp;e dois em&nbsp;<strong>São Paulo</strong>&nbsp;aparecem numa lista dos&nbsp;<strong>25 locais</strong>&nbsp;do setor de resíduos com as&nbsp;<strong>maiores taxas de emissões de metano</strong>&nbsp;detectadas e quantificadas em todo o mundo. O ranking é do projeto STOP Methane do Instituto Emmett da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento é baseado em dados públicos do Carbon Mapper, uma iniciativa sem fins lucrativos que utiliza satélites e sensores aéreos para detectar, localizar e quantificar emissões de metano e dióxido de carbono globalmente. Os dados que acabam de ser divulgados são referentes às taxas observadas entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do Brasil, com três locais, também figuram países como&nbsp;<strong>Chile (3), Índia (2), Arábia Saudita (2), Turquia (2) e outros, incluindo Estados Unidos, México e Indonésia</strong>, evidenciando que o problema é global e descentralizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O metano é considerado um dos gases de efeito estufa com poder de aquecimento 80 vezes maior do que o&nbsp;CO₂&nbsp;em 20 anos, sendo responsável por cerca de 30% do aquecimento global desde a era industrial. O Carbon Mapper afirma que, ao tornar acessíveis e acionáveis, a missão é impulsionar a redução das emissões de gases de efeito estufa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entendendo os números&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram analisados 707 locais de resíduos, incluindo aterros sanitários e lixões. para simplificar, as taxas são apresentadas pela UCLA em tonelada por hora. “Embora muitos aterros sanitários emitam apenas algumas dezenas de quilos de metano por hora, aqueles em nossa lista dos ‘25 maiores’ emitiram muito mais – variando de 3,6 a cerca de 7,5 toneladas de metano por hora”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fins de comparação, um aterro sanitário que emite&nbsp;<strong>5 toneladas de metano por hora</strong>, ao longo de um ano, contribuiria para o aquecimento global quase tanto quanto&nbsp;<strong>um milhão de SUVs</strong>&nbsp;ou uma grande usina termelétrica a carvão (de 500 megawatts).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maiores emissores de metano</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O maior emissor identificado está próximo a Buenos Aires, na Argentina, com uma taxa de 7,6 toneladas de metano por hora, ou seja, o impacto climático é comparável ao de mais de um milhão de SUVs em circulação. A Turquia também se destaca negativamente, com múltiplos pontos críticos, especialmente relevante por sediar a COP31 em novembro de 2026. O país lançou recentemente uma iniciativa nacional de redução de emissões no setor de resíduos, liderada pela primeira-dama Emine Erdoğan.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o relatório inclui duas “menções desonrosas”: locais que poderiam integrar o ranking principal caso dados adicionais fossem considerados – um próximo a Istambul, na Turquia, e outro em Abidjan, na Costa do Marfim. As taxas de emissão foram de 8,4 toneladas/hora e 4,6 toneladas/hora, respectivamente. O caso turco chama ainda mais atenção por apresentar uma taxa superior à de qualquer instalação listada oficialmente entre os 25 maiores.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
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</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Essa lista mostra que há muito trabalho a ser feito – e não apenas pelo país anfitrião da COP31”, disse Cara Horowitz, diretora executiva do Instituto Emmett da UCLA. “Estamos falando de&nbsp;<strong>níveis extremamente perigosos de metano vindos do setor de resíduos em diversos países. Muitos desses locais estão próximos a cidades, e suas emissões representam riscos reais à saúde pública.</strong>&nbsp;A boa notícia é que governos e operadores podem adotar medidas práticas para evitá-las.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação do ranking já começa a gerar ação prática. No Chile, dois operadores de aterros em Penco e Talagante anunciaram medidas de mitigação após a divulgação inicial da lista (que ocorreu em novembro). “Já vimos que tornar dados confiáveis mais acessíveis e aumentar a visibilidade pode ser uma forma eficaz de impulsionar ações”, disse Juan Pablo Escudero, parceiro do projeto e professor da Universidade Adolfo Ibáñez. “Esses dados criam oportunidades para operadores responsáveis e governos liderarem a limpeza do setor.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/brasil-maiores-emissores-metano-mundo/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a></p>
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		<title>Morgan Freeman transformou sua fazenda em um santuário para salvar abelhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Abelhas]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O ator&nbsp;Morgan Freeman&nbsp;decidiu usar sua própria terra para uma causa ambiental urgente. Em vez de explorar economicamente sua fazenda, ele transformou o local em um santuário dedicado à preservação das abelhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa começou há mais de uma década, quando o ator converteu cerca de 44 hectares de sua propriedade em um ambiente repleto de flores e árvores frutíferas, criando condições ideais para a sobrevivência dos insetos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O problema que motivou a ação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, Freeman se preocupou com o fenômeno conhecido como colapso das colônias de abelhas. Esse problema vem reduzindo drasticamente a população desses insetos em várias partes do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as abelhas desempenham um papel essencial na polinização. Sem elas, a produção de alimentos pode cair drasticamente, afetando desde frutas até vegetais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona o santuário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ajudar na recuperação da espécie, o ator importou colmeias e instalou dezenas delas em sua propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o local conta com mais de 40 colmeias, onde as abelhas vivem em um ambiente protegido, longe de pesticidas e ameaças comuns.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Freeman não explora comercialmente o espaço. Ele não coleta mel nem interfere na reprodução dos insetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um projeto sem fins lucrativos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente de muitos projetos agrícolas, o objetivo não é gerar lucro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário, o ator criou o santuário exclusivamente para permitir que as abelhas se reproduzam e ajudem a recuperar a população da espécie.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impacto ambiental</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa ganhou destaque porque mostra como ações individuais podem contribuir para problemas globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o projeto reforça a importância da preservação ambiental, especialmente em um momento em que a biodiversidade enfrenta ameaças crescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um exemplo que inspira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a atitude de Morgan Freeman vai além do simbolismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, ao usar sua propriedade para proteger as abelhas, o ator se torna um exemplo de como recursos podem ser utilizados para gerar impacto positivo no meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;<a href="https://www.adorocinema.com/amp/noticias/filmes/noticia-1000198401/" target="_blank" rel="noopener">Adoro Cinema</a></p>
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		<title>Cientistas medem derretimento da Antártida e resultado surpreende pesquisadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 11:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[O derretimento do gelo na&#160;Antártida&#160;é frequentemente associado ao aumento do nível do mar e às mudanças climáticas globais. Porém, um novo estudo científico trouxe resultados inesperados ao analisar com mais precisão esse fenômeno. Pesquisadores mediram o impacto do derretimento das geleiras antárticas e descobriram que a água liberada pelo gelo não é a principal responsável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O derretimento do gelo na&nbsp;Antártida&nbsp;é frequentemente associado ao aumento do nível do mar e às mudanças climáticas globais. Porém, um novo estudo científico trouxe resultados inesperados ao analisar com mais precisão esse fenômeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores mediram o impacto do derretimento das geleiras antárticas e descobriram que a água liberada pelo gelo não é a principal responsável por fornecer ferro às águas superficiais do Oceano Antártico, como muitos cientistas acreditavam anteriormente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse resultado desafia hipóteses anteriores sobre o funcionamento do ecossistema marinho da região e sugere que outras fontes podem desempenhar um papel mais importante na distribuição desse nutriente essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que os cientistas investigaram</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, a equipe de pesquisadores analisou como o derretimento do gelo influencia a presença de ferro no oceano, um elemento fundamental para o crescimento do fitoplâncton.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha e desempenha um papel crucial na absorção de dióxido de carbono da atmosfera. Por isso, entender de onde vem o ferro presente na água do mar é essencial para compreender o equilíbrio climático do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, cientistas acreditaram que o derretimento das geleiras liberava grandes quantidades desse mineral na superfície do oceano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, as medições mais recentes mostram que essa contribuição pode ser menor do que se imaginava.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultado que refuta hipótese anterior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, a água proveniente do gelo derretido não transporta ferro suficiente para explicar os níveis encontrados nas águas superficiais do Oceano Antártico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que outras fontes de ferro precisam estar alimentando o ecossistema marinho da região, como sedimentos transportados por correntes oceânicas ou partículas vindas da atmosfera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os cientistas passaram a reconsiderar como os nutrientes circulam nesse ambiente extremo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Importância para o estudo do clima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de pesquisa ajuda a melhorar os modelos climáticos usados para prever o futuro do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Antártida desempenha um papel fundamental no sistema climático global. O continente abriga uma enorme quantidade de gelo e influencia correntes oceânicas, níveis do mar e padrões climáticos em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mudanças no gelo antártico podem afetar diretamente o equilíbrio ambiental dos oceanos e a produtividade biológica das águas frias do sul do planeta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um ecossistema ainda pouco compreendido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com décadas de pesquisa científica, a Antártida continua sendo uma das regiões menos compreendidas do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, estudos como esse são essenciais para entender como o gelo, o oceano e a atmosfera interagem nesse ambiente extremo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, ao revelar novos detalhes sobre o derretimento do gelo e a circulação de nutrientes no oceano, a pesquisa ajuda cientistas a compreender melhor o funcionamento dos ecossistemas polares e suas consequências para o clima global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;<a href="https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/cientistas-mediram-o-derretimento-da-antartida-e-o-resultado-refuta/214555/" target="_blank" rel="noopener">Diário do Litoral</a></p>
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		<title>Maior passagem de fauna da América do Norte é inaugurada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:52:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Fauna]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem de animais]]></category>
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					<description><![CDATA[Estrutura reconecta habitats, garante travessia segura para fauna e pode reduzir em até 90% os acidentes com animais selvagens Alces, cervos, ursos-negros e pumas agora conseguem atravessar seis faixas da rodovia interestadual I-25 perto de Larkspur, no Colorado, graças à inauguração da&#160;maior passagem de&#160;fauna&#160;da América do Norte. O Departamento de Transportes do Colorado concluiu a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Estrutura reconecta habitats, garante travessia segura para fauna e pode reduzir em até 90% os acidentes com animais selvagens</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alces, cervos, ursos-negros e pumas agora conseguem atravessar seis faixas da rodovia interestadual I-25 perto de Larkspur, no Colorado, graças à inauguração da<strong>&nbsp;maior passagem de&nbsp;fauna&nbsp;da América do Norte</strong>. O Departamento de Transportes do Colorado concluiu a construção da estrutura no Condado de Douglas em dezembro, cobrindo a superfície do viaduto com terra e vegetação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalizada em menos de um ano, a passagem elevada da Groenlândia foi projetada especificamente para proporcionar uma<strong>&nbsp;travessia segura para alces e antílopes-americanos</strong>, que precisam de mais espaço. A obra conecta 39.000 acres de habitat em ambos os lados da rodovia de 6 faixas entre Larkspur e Monument, e completa um sistema de viadutos e conexões subterrâneas menores construídos para melhorar a segurança ao longo do trecho de 29 quilômetros perto de Castle Rock.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da construção do sistema, havia em média&nbsp;<strong>um acidente entre veículo e animal selvagem por dia</strong>&nbsp;no outono e na primavera, épocas em que a vida selvagem está mais ativa. A pesquisa do estado mostra que as cinco travessias estão sendo usadas com sucesso tanto por mamíferos de grande quanto de pequeno porte. “O viaduto I-25 sobre a Groenlândia é uma conquista monumental”, disse o governador Jared Polis. “O Colorado está na vanguarda da redução de colisões entre veículos e animais selvagens e da proteção de habitats críticos para as gerações futuras.” A diretora de transportes, Shoshana Lew, afirmou que o sistema de travessia de animais selvagens, chamado Projeto I-25 South Gap, deverá reduzir em<strong>&nbsp;90% os acidentes entre veículos e animais selvagens</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 200 pés de largura e 209 pés de comprimento, cobre uma área de 41.800 pés quadrados (3.900 metros quadrados), tornando-se a<strong>&nbsp;maior estrutura de ponte para a vida selvagem na América do Norte</strong>, e uma das maiores do mundo. Ao todo, 76 vigas sustentam o tabuleiro da ponte, permitindo a travessia de animais de grande porte, como alces, ursos, pumas, cervos-mula e antílopes, enquanto cerca de 100.000 veículos passam diariamente por baixo da estrutura.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="563" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1.jpg" alt="" class="wp-image-5347" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-960x528.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-800x440.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-768x422.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-640x352.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-425x234.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-320x176.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-240x132.jpg 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Passagem elevada para animais selvagens da Groenlândia. Foto: Departamento de Transportes do Colorado</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“Após mais de nove anos de planejamento e trabalho, o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Colorado está entusiasmado”, disse o gerente de vida selvagem, Matt Martinez. “Estamos ansiosos para que veados, alces, ursos, pumas e muitas&nbsp;<strong>outras espécies cruzem a I-25 em segurança</strong>, que antes era uma grande barreira para a migração e movimentação da vida selvagem.” O financiamento e a expertise para o projeto vieram de uma parceria público-privada multissetorial, incluindo a Administração Federal de Rodovias. No entanto, uma verba federal concedida pelo Programa Piloto de Passagens de Vida Selvagem (Wildlife Crossings Pilot Program) forneceu a maior parte do custo da construção, que acabou sendo de US$ 15 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/maior-passagem-de-fauna-da-america-do-norte-e-inaugurada/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a></p>
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		<title>Intoxicações por agrotóxicos batem recorde no Brasil em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxico]]></category>
		<category><![CDATA[Pesticida]]></category>
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					<description><![CDATA[Recorde de casos em 2025 acompanha aumento na liberação e no uso de pesticidas, acendendo alerta de saúde pública no país O número de pessoas intoxicadas por&#160;agrotóxicos&#160;no Brasil atingiu seu&#160;nível mais alto em 2025. Ao todo, foram 9.729 registros ao longo do ano, uma média de&#160;27 ocorrências por dia. O levantamento, realizado pela Repórter Brasil [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Recorde de casos em 2025 acompanha aumento na liberação e no uso de pesticidas, acendendo alerta de saúde pública no país</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de pessoas intoxicadas por&nbsp;agrotóxicos&nbsp;no Brasil atingiu seu&nbsp;<strong>nível mais alto em 2025</strong>. Ao todo, foram 9.729 registros ao longo do ano, uma média de&nbsp;<strong>27 ocorrências por dia</strong>. O levantamento, realizado pela Repórter Brasil e repercutido pelo climainfo, com base em dados do Ministério da Saúde, revela um salto de<strong>&nbsp;84% em comparação a 2015</strong>, quando a série histórica começou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao observar apenas os episódios não intencionais, excluindo situações em que houve ingestão deliberada, fica evidente quem mais sofre com esse cenário: homens entre 20 e 39 anos concentram&nbsp;<strong>70% dos casos</strong>. Mais da metade dessas ocorrências (54%) acontece durante o trabalho, e, em 80% delas, há&nbsp;<strong>relação direta com o uso de agrotóxicos em atividades&nbsp;agrícolas</strong>. Desde 2015, o país já contabiliza 73.391 notificações, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O&nbsp;<strong>Espírito Santo</strong>&nbsp;aparece como o estado com maior número de intoxicações em 2025, respondendo por 10% do total. Logo atrás estão Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima, todos na região Norte, o que reforça os impactos associados à expansão do agronegócio nesses territórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para pesquisadores, o crescimento dos casos não é isolado, ele acompanha a ampliação da presença de pesticidas no mercado brasileiro. O país também registrou recordes nesse campo. Só em 2025, foram concedidos&nbsp;<strong>914 novos registros de agrotóxicos</strong>, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. Já em 2024, as vendas chegaram a 826 mil toneladas, alta de 9,3% frente a 2023, de acordo com o IBAMA. “Com mais agrotóxicos disponíveis, há uma tendência de que o preço caia, fazendo com que o consumo aumente. Se o consumo aumentar, a população&nbsp;<strong>vai estar mais exposta</strong>”, afirma Loredany Rodrigues, professora de economia aplicada da Universidade Federal de Viçosa (UFV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas também avaliam que mudanças recentes na legislação contribuíram para piorar o quadro. A Lei de Agrotóxicos sancionada em 2024 é apontada como um retrocesso nas regras de controle. “Já faz tempo que as intoxicações por agrotóxicos&nbsp;<strong>não deveriam ser mais vistas como casos isolados</strong>, mas como um problema de saúde pública”, afirma Fernanda Savicki, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A geógrafa Larissa Bombardi, referência no tema, chama atenção para uma dinâmica global que impacta diretamente o Brasil. Segundo ela, produtos proibidos ou severamente restritos na União Europeia continuam sendo utilizados em larga escala no país, muitas vezes por empresas europeias, fenômeno que se define como<strong>&nbsp;“colonialismo químico”</strong>. “A população rural no Brasil está cronicamente exposta a substâncias que são&nbsp;<strong>cancerígenas ou que provocam desregulação hormonal</strong>”, ressalta a geógrafa no Brasil de Fato. “Por estudos que temos, já sabemos que as áreas em que mais se utiliza agrotóxico são aquelas em que há maior prevalência de câncer.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em posicionamento enviado à Repórter Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) relaciona o avanço das intoxicações à força econômica e&nbsp;<strong>política do agronegócio</strong>, que, segundo o órgão, tem influenciado a adoção de medidas favoráveis ao setor. Esse contexto também se reflete em disputas judiciais internacionais envolvendo grandes fabricantes de pesticidas. A multinacional alemã Bayer, por exemplo, firmou um acordo de US$ 7,25 bilhões (R$ 37 bilhões) para encerrar dezenas de milhares de&nbsp;<strong>processos relacionados ao herbicida Roundup</strong>, associado a casos de linfoma não Hodgkin. As ações alegam que a empresa não alertou adequadamente sobre os possíveis riscos carcinogênicos do glifosato. De acordo com O Globo e UOL, o acordo foi submetido a um tribunal no Missouri, nos Estados Unidos, e prevê a criação de um fundo para atender<strong>&nbsp;reivindicações atuais e futuras ao longo de até 21 anos</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/intoxicacoes-por-agrotoxicos-batem-recorde-no-brasil-em-2025/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a></p>
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		<title>Tratado Global dos Oceanos entra em vigor</title>
		<link>https://deolhonaengenharia.com/tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 16:58:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida marinha]]></category>
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					<description><![CDATA[Após décadas de negociação, 1º marco legal internacional para a conservação da biodiversidade no alto-mar entrou em vigor no dia 17 A conservação da vida marinha vive um momento histórico: após 20 anos de negociação, o Tratado Global dos Oceanos entrou em vigor, neste sábado, 17 de janeiro. Esse é o primeiro marco legal internacional [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Após décadas de negociação, 1º marco legal internacional para a conservação da biodiversidade no alto-mar entrou em vigor no dia 17</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conservação da vida marinha vive um momento histórico: após 20 anos de negociação, o Tratado Global dos Oceanos entrou em vigor, neste sábado, 17 de janeiro. Esse é o primeiro marco legal internacional para a conservação da biodiversidade no alto-mar, área que corresponde a cerca de dois terços dos oceanos do planeta e que, até hoje, carecia de mecanismos eficazes de proteção.&nbsp;<strong>Atualmente, apenas cerca de 1% das áreas em alto-mar estão formalmente protegidas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Tratado Global dos&nbsp;Oceanos&nbsp;é um momento histórico ao multilateralismo, à governança global, à proteção dos oceanos e ao enfrentamento à crise climática. Entre os principais avanços, podemos destacar que este acordo abre a possibilidade para a criação de áreas marinhas protegidas em águas internacionais, para avaliações de impacto ambiental em alto-mar e cria um compromisso para que os benefícios dos recursos marinhos sejam compartilhados de forma justa entre os países, com atenção especial a comunidades tradicionais e povos originários das zonas costeiras”, explica a coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alto-mar é a área dos oceanos que está além das jurisdições nacionais, começando a cerca de 370 km da costa. Ele cobre quase metade da superfície da Terra e abriga ecossistemas essenciais para a regulação do clima e da vida marinha.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nova era na proteção dos oceanos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse acordo&nbsp;internacional de caráter vinculante&nbsp;estabelece, pela primeira vez, um marco&nbsp;que busca proteger e garantir o uso sustentável da biodiversidade marinha em&nbsp;águas internacionais que cobrem aproximadamente dois terços do oceano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, o Tratado estabelece um órgão de governança e um processo legal para a criação de áreas marinhas protegidas no alto-mar. Apesar da vitória, ambientalistas afirmam que o Tratado precisa ser acompanhado de ações urgentes, como a criação de santuários em alto-mar e a integração deste acordo com compromissos climáticos e de proteção da biodiversidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Internacionalmente, a Oceana no&nbsp;Chile&nbsp;trabalha para a criação da primeira Área Marinha Protegida no alto-mar sob a égide do Tratado. Trata-se das cadeias de montanhas subaquáticas de Salas y Gómez e de Nazca, considerada uma área prioritária para conservação, que abrange cerca de 2.900 quilômetros quadrados e onde vivem 170 novas espécies marinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diretor-geral da Oceana, Ademilson Zamboni, isso abre caminho para garantir que a proteção da biodiversidade em águas internacionais aconteça de modo mais concreto. “Estamos falando da proteção de ecossistemas que garantem o equilíbrio climático e a vida no planeta. Agora, os países precisam demonstrar liderança e agir com a ambição que a crise da biodiversidade exige. No Brasil, a Oceana teve papel fundamental para sua ratificação e segue comprometida em aprovar políticas públicas que protejam os nossos oceanos e garantam a segurança alimentar para milhões de pessoas”, ressaltou o oceanólogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tratado Global dos Oceanos foi aberto à ratificação dos países em 2023, com a meta de alcançar 60 adesões até 2025 para que pudesse entrar em vigor em 2026. Até o momento, 82 países já o ratificaram e, com sua entrada em vigor, passa a gerar obrigações legais de implementação para os Estados signatários.&nbsp;O Brasil ratificou o acordo em 2025 e entregou o instrumento de ratificação durante a&nbsp;<a href="https://ciclovivo.com.br/cop30/texto-final-da-cop30-tem-avancos-e-lacunas-importantes/" target="_blank" rel="noopener">COP30</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“No contexto brasileiro, a adesão ao tratado é estratégica para garantir a proteção da biodiversidade no Atlântico Sul e reforça o compromisso do país com uma agenda ambiental justa e centrada nos oceanos para o Sul Global”, diz Andrade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COP dos Oceanos e mineração em alto mar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecido como Acordo BBNJ (sigla em inglês para&nbsp;<em>Biodiversity Beyond National Jurisdiction</em>), o Tratado Global dos Oceanos abre caminho para a realização da primeira Conferência das Partes do Oceano, a ‘COP dos Oceanos’, prevista para o segundo semestre de 2026, e fortalece a atuação coordenada em fóruns internacionais, como a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os fóruns concentram hoje as negociações sobre o avanço da mineração em alto-mar — atividade que pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos e comprometer funções essenciais do oceano, como o armazenamento de carbono.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os oceanos cobrem 71% da superfície terrestre e são responsáveis por absorver até 30% dos gases de efeito estufa da atmosfera, como aponta o IPCC. Não dá para seguirmos ignorando esses dados. Precisamos de ações concretas, a níveis nacionais e global, que posicionem os oceanos como espaço central para discussões climáticas e de proteção da biodiversidade”, aponta Andrade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratado é estratégico para garantir a proteção da biodiversidade no Atlântico Sul e contribuir para o cumprimento da&nbsp;meta global 30×30, prevista no Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que estabelece a proteção de 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com informações de <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a>.</p>
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		<title>Prédios que viraram florestas estão mudando as cidades</title>
		<link>https://deolhonaengenharia.com/predios-que-viraram-florestas-estao-mudando-as-cidades.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 13:12:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta vertical]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[E se eu te contar que alguns prédios estão começando a agir como árvores?&#160;Não é força de expressão, nem papo de arquiteto sonhador. Eles resfriam o ar, absorvem CO₂, abrigam pássaros e ainda melhoram o humor de quem mora ali. Essas construções existem, estão se espalhando pelo mundo e atendem pelo nome de&#160;florestas verticais. E [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>E se eu te contar que alguns prédios estão começando a agir como árvores?</strong>&nbsp;Não é força de expressão, nem papo de arquiteto sonhador. Eles resfriam o ar, absorvem CO₂, abrigam pássaros e ainda melhoram o humor de quem mora ali.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas construções existem, estão se espalhando pelo mundo e atendem pelo nome de&nbsp;<strong>florestas verticais</strong>. E tudo começou com um incômodo simples: cidades quentes demais, cinzentas demais e… humanas de menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O dia em que o vidro cansou</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2007, o arquiteto italiano&nbsp;<strong>Stefano Boeri</strong>&nbsp;observava a expansão acelerada de Dubai. Arranha-céus de vidro por todos os lados, refletindo o sol, devolvendo calor e transformando as ruas em verdadeiros fornos urbanos. Foi aí que surgiu a pergunta que mudaria tudo:&nbsp;<strong>e se, em vez de vidro, os prédios fossem cobertos por folhas?&nbsp;</strong>Parece simples. Mas essa ideia plantou a semente da primeira floresta vertical do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nasce a primeira floresta vertical</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado dessa provocação foi o&nbsp;<strong>Bosco Verticale</strong>, em Milão, inaugurado há 10 anos. São duas torres residenciais cobertas por centenas de árvores e milhares de plantas, distribuídas em sacadas. Elas não estão ali só para enfeitar. As plantas reduzem a temperatura do prédio em até&nbsp;<strong>3 °C</strong>, filtram a luz solar, produzem vapor d’água e melhoram a qualidade do ar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E sim, existe até uma profissão curiosa envolvida: os&nbsp;<strong>“jardineiros voadores”</strong>, responsáveis por cuidar da vegetação nas alturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma casa para humanos… e para pássaros</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Bosco Verticale virou símbolo de uma nova lógica urbana. Ali, a hierarquia se inverte: o prédio é descrito como&nbsp;<strong>um lar para árvores e aves, que também abriga seres humanos</strong>. O projeto foi inspirado em estudos que mostram como as árvores são fundamentais para a vida, sequestrando carbono, produzindo oxigênio e oferecendo sombra. Não por acaso, o complexo ganhou prêmios e virou livro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o verde começa a se espalhar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de Milão, a ideia não parou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Florestas verticais começaram a surgir em cidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Nanjing, na China</li>



<li>Eindhoven, na Holanda</li>



<li>Montpellier, na França</li>



<li>Denver, nos Estados Unidos</li>



<li>Cairo, no Egito (em construção)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">E não estamos falando apenas de prédios de luxo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Floresta vertical não é só para milionário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, a cidade de Eindhoven inaugurou a&nbsp;<strong>Floresta Vertical Trudo</strong>, um projeto de moradia social. O aluguel máximo gira em torno de&nbsp;<strong>600 euros</strong>. Ou seja: verde, sustentabilidade e dignidade urbana também podem ser acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Montpellier, um terço dos apartamentos de outro projeto será destinado a moradias a preços reduzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arquitetura que faz bem para a cabeça</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses projetos não impactam só o clima. Eles mexem com algo ainda mais sensível: a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas mostram que ambientes com mais plantas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aumentam a satisfação no trabalho</li>



<li>Melhoram a qualidade do ar</li>



<li>Reduzem sintomas de ansiedade e depressão</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No País de Gales, um estudo com mais de 2 milhões de registros médicos associou áreas mais verdes a&nbsp;<strong>40% menos casos de ansiedade e depressão</strong>. Curiosamente, o impacto foi ainda maior nas regiões mais pobres.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hospitais que parecem jardins</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é à toa que hospitais também estão adotando o conceito. Na Bélgica, o projeto&nbsp;<strong>Hospiwood 21</strong>&nbsp;inclui florestas verticais terapêuticas. A ideia é simples e poderosa: usar plantas para reduzir o estresse e acelerar a recuperação dos pacientes. Na Itália, o novo Hospital Policlínico de Milão terá um telhado verde de&nbsp;<strong>7 mil metros quadrados</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o prédio vira um organismo vivo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Taipei, Taiwan, um edifício chama atenção pelo formato curioso: uma&nbsp;<strong>hélice dupla de DNA</strong>. O Tao Zhu Yin Yuan abriga&nbsp;<strong>23 mil plantas</strong>. Elas absorvem cerca de&nbsp;<strong>130 toneladas de CO₂ por ano</strong>&nbsp;e reduzem em até&nbsp;<strong>30% o uso de ar-condicionado</strong>. O prédio ainda usa princípios de&nbsp;<strong>biomimetismo</strong>, imitando sistemas da natureza para ventilar e purificar o ar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prédios que combatem enchentes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro detalhe importante: as florestas verticais ocupam menos solo. Isso reduz a impermeabilização do chão e diminui o risco de enchentes. Em vez de espalhar concreto, elas crescem para cima, liberando espaço para a natureza no nível da rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cidades que querem virar florestas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito está indo além de prédios isolados. Na China, a&nbsp;<strong>Cidade da Floresta de Liuzhou</strong>&nbsp;pretende abrigar 30 mil moradores e gerar sua própria energia. No México, a&nbsp;<strong>Cidade da Floresta Inteligente de Cancún</strong>&nbsp;planeja banir carros movidos a combustão. Ainda são projetos em espera, mas mostram para onde a arquitetura urbana está olhando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais do que prédios, manifestos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Stefano Boeri, as florestas verticais não são apenas soluções técnicas. Elas são&nbsp;<strong>manifestos políticos e culturais</strong>. A mensagem é simples: a natureza precisa voltar a habitar os espaços humanos. Não como decoração. Mas como parte essencial da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O futuro pode ser… verde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como escreveu o filósofo Emanuele Coccia, “a natureza não é algo do passado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ela é o nosso futuro tecnológico.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E se depender dessas árvores que crescem em forma de prédios, talvez o amanhã seja mais fresco, mais silencioso… e muito mais vivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com informações de <a href="https://www.fatosdesconhecidos.com.br/predios-que-viraram-florestas-estao-mudando-as-cidades/" target="_blank" rel="noopener">Fatos Desconhecidos</a>.</p>
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		<title>Rodovia de São Paulo ganha ponte verde para evitar que animais sejam atropelados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 11:39:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Rodovia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil possui mais de 119 mil quilômetros de malha rodoviária federal, que facilitam muito uma série de serviços no país. Mas toda essa infraestrutura tem um preço (sobretudo para a natureza), gerando vários impactos negativos – entre eles, a morte de animais que são vítimas de atropelamento nessas rodovias, que invadem seu habitat natural. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Brasil possui mais de 119 mil quilômetros de malha rodoviária federal, que facilitam muito uma série de serviços no país. Mas toda essa infraestrutura tem um preço (sobretudo para a natureza), gerando vários impactos negativos – entre eles, a morte de animais que são vítimas de atropelamento nessas rodovias, que invadem seu habitat natural. A cada segundo, 15 bichos morrem atropelados nessas estradas. São 473 milhões (!) de animais por ano. Triste demais, né?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Rodovia Nova Tamoios, em São Paulo, um projeto da startup&nbsp;<a href="http://plantverd.com.br/" target="_blank" rel="noopener">PlantVerd</a>, que atua na recuperação de áreas ambientais degradadas, promete solucionar esse problema. Com investimento da Dersa, responsável pela conservação da rodovia, a empresa construiu uma ponte verde no trecho que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte para garantir que animais possam atravessar por ela para ir de um lado ao outro da estrada e, assim, evitar os acidentes por atropelamento – que muitas vezes matam os bichinhos e também os seres humanos que estão ao volante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 1.000 m² de área, a ponte foi construída com árvores frutíferas nativas da região, que ajudam a atrair os animais, além de espécies locais ameaçadas de extinção, como o cedro-cheiroso. Assim, além de ajudar a conservar a fauna, também contribui para recuperar a flora do lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto começou a ser pensado em 2018 e levou três anos para ser concluído. Agora ele já apresenta resultados bastante positivos de diminuição de atropelamentos e acidentes no trecho da rodovia em que está instalado. Já pensou se virasse tendência em todas as rodovias Brasil afora?</p>
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		<title>Poluição grave afeta 46% de ambientes aquáticos do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 23:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo sintetizou dados de 6049 registros de contaminação: Plásticos e bitucas de cigarro correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados “Sujos” ou “extremamente sujos”: estas são as classificações de 46% dos ambientes aquáticos do mundo. A conclusão é de um levantamento que compilou e sistematizou dados de 6.049 registros de contaminação por lixo em ambientes [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Estudo sintetizou dados de 6049 registros de contaminação: Plásticos e bitucas de cigarro correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sujos” ou “extremamente sujos”: estas são as classificações de 46% dos ambientes aquáticos do mundo. A conclusão é de um levantamento que compilou e sistematizou dados de 6.049 registros de contaminação por lixo em ambientes aquáticos de todos os continentes ao longo da última década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coordenado pelo pesquisador&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/682222/italo-braga-de-castro/" target="_blank" rel="noopener">Ítalo Braga de Castro</a>&nbsp;e liderado pelo doutorando&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/712122/victor-vasques-ribeiro/" target="_blank" rel="noopener">Victor Vasques Ribeiro</a>, do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (IMar-Unifesp), o estudo analisou artigos publicados entre 2013 e 2023 e calculou o nível de limpeza de rios, estuários, praias e manguezais com base no Clean-Coast Index (CCI), uma métrica internacional que quantifica a densidade de resíduos sólidos em ambientes costeiros. Os resultados foram&nbsp;<a href="http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0304389425033424" target="_blank" rel="noopener">publicados no Journal of Hazardous Materials</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo apontou que há uma distribuição desigual do esforço de monitoramento. Nesse cenário, o Brasil se destaca, liderando o número de registros no período. “Mas isso não garante que os ambientes monitorados apresentem boas condições e estejam limpos. Os resultados mostram que cerca de 30% dos ambientes costeiros brasileiros foram considerados sujos ou extremamente sujos de acordo com a escala CCI”, diz Castro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um dos casos mais críticos de contaminação se encontra em território brasileiro, e muito próximo da cidade de São Paulo, nos manguezais de Santos, que figuram entre os pontos mais contaminados do planeta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A síntese mundial produzida pela equipe mostrou uma homogeneidade surpreendente na composição do lixo, independentemente de diferenças culturais, econômicas ou geográficas.&nbsp;<strong>Plásticos e&nbsp;bitucas de cigarro&nbsp;correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados globalmente</strong>. “São raríssimos os locais totalmente livres de lixo”, comenta o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os plásticos representam 68% dos itens registrados. Seu predomínio é potencializado pela persistência no meio ambiente, pela fragmentação em micro e&nbsp;nanoplásticos&nbsp;e pelo transporte por correntes oceânicas a grandes distâncias. As bitucas, responsáveis por 11% dos resíduos, liberam mais de 150 substâncias tóxicas que podem ser muito prejudiciais aos organismos aquáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo confirmou, com dados quantitativos, o papel positivo desempenhado pelas áreas de proteção ambiental. “Analisamos 445 áreas protegidas em 52 países. A conclusão é inequívoca: a proteção reduz a contaminação em até sete vezes. Cerca de metade das áreas protegidas investigadas foi classificada como ‘limpa’ ou ‘muito limpa’. Mesmo assim, a proteção não é garantia de imunidade frente à crescente pressão humana. Cerca de 31% das áreas protegidas foram classificadas como ‘sujas’ ou ‘extremamente sujas’, mostrando que não estão efetivamente imunes à contaminação por lixo no mar”, pondera Danilo Freitas Rangel, mestrando do IMar-Unifesp que participou da equipe de pesquisadores.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="410" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1.webp" alt="" class="wp-image-5139" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-960x384.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-800x320.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-768x308.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-640x256.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-425x170.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-320x128.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-240x96.webp 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Journal of Hazardous Materials</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Um resultado mais sofisticado do trabalho é o chamado “efeito de borda” nas fronteiras das&nbsp;unidades de conservação. A equipe calculou a distância de cada ponto de amostragem até os limites das áreas protegidas, identificando um padrão: o lixo se acumula principalmente nas beiradas, evidenciando a influência direta das atividades humanas do entorno. “Esse efeito é reforçado por pressões externas como turismo, urbanização próxima e transporte de resíduos por rios e correntes marinhas. A vulnerabilidade das bordas sugere a necessidade de políticas de amortecimento territorial, gestão integrada e fiscalização para além dos limites formais das unidades de conservação”, enfatiza Castro (leia mais&nbsp;<a href="https://agencia.fapesp.br/mudancas-climaticas-e-urbanizacao-provocam-esmagamento-das-praias-diz-pesquisador/56465" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também inovou ao cruzar dados de contaminação com indicadores socioeconômicos globais, utilizando o Global Gridded Relative Deprivation Index (GRDI) para estimar níveis de desenvolvimento em escala de um quilômetro quadrado. “Observamos um padrão não linear: em áreas não protegidas, a contaminação aumenta nos estágios iniciais de desenvolvimento econômico, mas começa a cair quando o país atinge determinado patamar de infraestrutura e governança ambiental. Já dentro das áreas protegidas, o desenvolvimento tende a aumentar a contaminação – sinal de que investimentos em gestão e fiscalização ainda não acompanham a velocidade da atividade econômica”, diz&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/741141/leonardo-lopes-costa/" target="_blank" rel="noopener">Leonardo Lopes Costa</a>, um dos autores do estudo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2.webp" alt="" class="wp-image-5140" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-960x640.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-800x534.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-768x512.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-640x427.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-425x283.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-320x213.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-240x160.webp 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">A poluição plástica representa um risco para toda a vida no nosso planeta e requer uma solução global. Foto: Muhammad Numan | Unsplash</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O enfrentamento da contaminação por lixo, especialmente plástico, depende de ações integradas em toda a cadeia produtiva – desde redução da fabricação, passando por sistemas eficientes de coleta e reaproveitamento, até acordos multilaterais que evitem deslocamentos transfronteiriços de resíduos. Sem mudanças estruturais na governança global do lixo, a crise só tende a se agravar. Neste contexto, um dos aspectos mais relevantes do estudo é sua utilidade direta nos processos internacionais em curso. “Os resultados oferecem uma base científica inédita para subsidiar políticas públicas e negociações, como o Tratado Global do Plástico e o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal”, argumenta Castro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio de&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/113034/moluscos-bivalves-como-sentinelas-contemporaneos-e-historicos-da-contaminacao-por-microplasticos/" target="_blank" rel="noopener">Auxílio à Pesquisa Regular</a>&nbsp;concedido a Castro,&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/228941/inovacao-e-tecnologia-para-predizer-a-contaminacao-costeira-por-residuos-solidos-e-riscos-socioambie/" target="_blank" rel="noopener">bolsa de pós-doutorado</a>&nbsp;concedida a Costa e de&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/206287/moluscos-bivalves-como-sentinelas-contemporaneos-e-historicos-da-contaminacao-por-microplasticos/" target="_blank" rel="noopener">doutorado</a>&nbsp;a Ribeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo&nbsp;<em>Influence of protected areas and socioeconomic development on litter contamination: a global analysis</em>&nbsp;pode ser acessado&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0304389425033424" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>.</p>
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