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	<title>Meio Ambiente &#8211; De olho na Engenharia</title>
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	<description>Últimas novidades e tendências do mundo.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 11:48:47 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Meio Ambiente &#8211; De olho na Engenharia</title>
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		<title>Morgan Freeman transformou sua fazenda em um santuário para salvar abelhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[O ator&#160;Morgan Freeman&#160;decidiu usar sua própria terra para uma causa ambiental urgente. Em vez de explorar economicamente sua fazenda, ele transformou o local em um santuário dedicado à preservação das abelhas. A iniciativa começou há mais de uma década, quando o ator converteu cerca de 44 hectares de sua propriedade em um ambiente repleto de [&#8230;]]]></description>
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<p>O ator&nbsp;Morgan Freeman&nbsp;decidiu usar sua própria terra para uma causa ambiental urgente. Em vez de explorar economicamente sua fazenda, ele transformou o local em um santuário dedicado à preservação das abelhas.</p>



<p>A iniciativa começou há mais de uma década, quando o ator converteu cerca de 44 hectares de sua propriedade em um ambiente repleto de flores e árvores frutíferas, criando condições ideais para a sobrevivência dos insetos.&nbsp;</p>



<p><strong>O problema que motivou a ação</strong></p>



<p>Primeiramente, Freeman se preocupou com o fenômeno conhecido como colapso das colônias de abelhas. Esse problema vem reduzindo drasticamente a população desses insetos em várias partes do mundo.</p>



<p>Além disso, as abelhas desempenham um papel essencial na polinização. Sem elas, a produção de alimentos pode cair drasticamente, afetando desde frutas até vegetais.&nbsp;</p>



<p><strong>Como funciona o santuário</strong></p>



<p>Para ajudar na recuperação da espécie, o ator importou colmeias e instalou dezenas delas em sua propriedade.</p>



<p>Atualmente, o local conta com mais de 40 colmeias, onde as abelhas vivem em um ambiente protegido, longe de pesticidas e ameaças comuns.&nbsp;</p>



<p>Além disso, Freeman não explora comercialmente o espaço. Ele não coleta mel nem interfere na reprodução dos insetos.</p>



<p><strong>Um projeto sem fins lucrativos</strong></p>



<p>Diferente de muitos projetos agrícolas, o objetivo não é gerar lucro.</p>



<p>Pelo contrário, o ator criou o santuário exclusivamente para permitir que as abelhas se reproduzam e ajudem a recuperar a população da espécie.</p>



<p><strong>Impacto ambiental</strong></p>



<p>A iniciativa ganhou destaque porque mostra como ações individuais podem contribuir para problemas globais.</p>



<p>Além disso, o projeto reforça a importância da preservação ambiental, especialmente em um momento em que a biodiversidade enfrenta ameaças crescentes.</p>



<p><strong>Um exemplo que inspira</strong></p>



<p>Portanto, a atitude de Morgan Freeman vai além do simbolismo.</p>



<p>Assim, ao usar sua propriedade para proteger as abelhas, o ator se torna um exemplo de como recursos podem ser utilizados para gerar impacto positivo no meio ambiente.</p>



<p>Fonte:&nbsp;<a href="https://www.adorocinema.com/amp/noticias/filmes/noticia-1000198401/" target="_blank" rel="noopener">Adoro Cinema</a></p>
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		<title>Cientistas medem derretimento da Antártida e resultado surpreende pesquisadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 11:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[O derretimento do gelo na&#160;Antártida&#160;é frequentemente associado ao aumento do nível do mar e às mudanças climáticas globais. Porém, um novo estudo científico trouxe resultados inesperados ao analisar com mais precisão esse fenômeno. Pesquisadores mediram o impacto do derretimento das geleiras antárticas e descobriram que a água liberada pelo gelo não é a principal responsável [&#8230;]]]></description>
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<p>O derretimento do gelo na&nbsp;Antártida&nbsp;é frequentemente associado ao aumento do nível do mar e às mudanças climáticas globais. Porém, um novo estudo científico trouxe resultados inesperados ao analisar com mais precisão esse fenômeno.</p>



<p>Pesquisadores mediram o impacto do derretimento das geleiras antárticas e descobriram que a água liberada pelo gelo não é a principal responsável por fornecer ferro às águas superficiais do Oceano Antártico, como muitos cientistas acreditavam anteriormente.&nbsp;</p>



<p>Esse resultado desafia hipóteses anteriores sobre o funcionamento do ecossistema marinho da região e sugere que outras fontes podem desempenhar um papel mais importante na distribuição desse nutriente essencial.</p>



<p><strong>O que os cientistas investigaram</strong></p>



<p>Primeiramente, a equipe de pesquisadores analisou como o derretimento do gelo influencia a presença de ferro no oceano, um elemento fundamental para o crescimento do fitoplâncton.</p>



<p>O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha e desempenha um papel crucial na absorção de dióxido de carbono da atmosfera. Por isso, entender de onde vem o ferro presente na água do mar é essencial para compreender o equilíbrio climático do planeta.</p>



<p>Durante muito tempo, cientistas acreditaram que o derretimento das geleiras liberava grandes quantidades desse mineral na superfície do oceano.</p>



<p>Entretanto, as medições mais recentes mostram que essa contribuição pode ser menor do que se imaginava.</p>



<p><strong>Resultado que refuta hipótese anterior</strong></p>



<p>De acordo com o estudo, a água proveniente do gelo derretido não transporta ferro suficiente para explicar os níveis encontrados nas águas superficiais do Oceano Antártico.</p>



<p>Isso significa que outras fontes de ferro precisam estar alimentando o ecossistema marinho da região, como sedimentos transportados por correntes oceânicas ou partículas vindas da atmosfera.</p>



<p>Assim, os cientistas passaram a reconsiderar como os nutrientes circulam nesse ambiente extremo.</p>



<p><strong>Importância para o estudo do clima</strong></p>



<p>Esse tipo de pesquisa ajuda a melhorar os modelos climáticos usados para prever o futuro do planeta.</p>



<p>A Antártida desempenha um papel fundamental no sistema climático global. O continente abriga uma enorme quantidade de gelo e influencia correntes oceânicas, níveis do mar e padrões climáticos em todo o mundo.</p>



<p>Além disso, mudanças no gelo antártico podem afetar diretamente o equilíbrio ambiental dos oceanos e a produtividade biológica das águas frias do sul do planeta.&nbsp;</p>



<p><strong>Um ecossistema ainda pouco compreendido</strong></p>



<p>Mesmo com décadas de pesquisa científica, a Antártida continua sendo uma das regiões menos compreendidas do planeta.</p>



<p>Por isso, estudos como esse são essenciais para entender como o gelo, o oceano e a atmosfera interagem nesse ambiente extremo.</p>



<p>Assim, ao revelar novos detalhes sobre o derretimento do gelo e a circulação de nutrientes no oceano, a pesquisa ajuda cientistas a compreender melhor o funcionamento dos ecossistemas polares e suas consequências para o clima global.</p>



<p>Fonte:&nbsp;<a href="https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/cientistas-mediram-o-derretimento-da-antartida-e-o-resultado-refuta/214555/" target="_blank" rel="noopener">Diário do Litoral</a></p>
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		<title>Maior passagem de fauna da América do Norte é inaugurada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:52:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Fauna]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem de animais]]></category>
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					<description><![CDATA[Estrutura reconecta habitats, garante travessia segura para fauna e pode reduzir em até 90% os acidentes com animais selvagens Alces, cervos, ursos-negros e pumas agora conseguem atravessar seis faixas da rodovia interestadual I-25 perto de Larkspur, no Colorado, graças à inauguração da&#160;maior passagem de&#160;fauna&#160;da América do Norte. O Departamento de Transportes do Colorado concluiu a [&#8230;]]]></description>
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<p>Estrutura reconecta habitats, garante travessia segura para fauna e pode reduzir em até 90% os acidentes com animais selvagens</p>



<p>Alces, cervos, ursos-negros e pumas agora conseguem atravessar seis faixas da rodovia interestadual I-25 perto de Larkspur, no Colorado, graças à inauguração da<strong>&nbsp;maior passagem de&nbsp;fauna&nbsp;da América do Norte</strong>. O Departamento de Transportes do Colorado concluiu a construção da estrutura no Condado de Douglas em dezembro, cobrindo a superfície do viaduto com terra e vegetação.</p>



<p>Finalizada em menos de um ano, a passagem elevada da Groenlândia foi projetada especificamente para proporcionar uma<strong>&nbsp;travessia segura para alces e antílopes-americanos</strong>, que precisam de mais espaço. A obra conecta 39.000 acres de habitat em ambos os lados da rodovia de 6 faixas entre Larkspur e Monument, e completa um sistema de viadutos e conexões subterrâneas menores construídos para melhorar a segurança ao longo do trecho de 29 quilômetros perto de Castle Rock.&nbsp;</p>



<p>Antes da construção do sistema, havia em média&nbsp;<strong>um acidente entre veículo e animal selvagem por dia</strong>&nbsp;no outono e na primavera, épocas em que a vida selvagem está mais ativa. A pesquisa do estado mostra que as cinco travessias estão sendo usadas com sucesso tanto por mamíferos de grande quanto de pequeno porte. “O viaduto I-25 sobre a Groenlândia é uma conquista monumental”, disse o governador Jared Polis. “O Colorado está na vanguarda da redução de colisões entre veículos e animais selvagens e da proteção de habitats críticos para as gerações futuras.” A diretora de transportes, Shoshana Lew, afirmou que o sistema de travessia de animais selvagens, chamado Projeto I-25 South Gap, deverá reduzir em<strong>&nbsp;90% os acidentes entre veículos e animais selvagens</strong>.</p>



<p>Com 200 pés de largura e 209 pés de comprimento, cobre uma área de 41.800 pés quadrados (3.900 metros quadrados), tornando-se a<strong>&nbsp;maior estrutura de ponte para a vida selvagem na América do Norte</strong>, e uma das maiores do mundo. Ao todo, 76 vigas sustentam o tabuleiro da ponte, permitindo a travessia de animais de grande porte, como alces, ursos, pumas, cervos-mula e antílopes, enquanto cerca de 100.000 veículos passam diariamente por baixo da estrutura.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="563" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1.jpg" alt="" class="wp-image-5347" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-960x528.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-800x440.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-768x422.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-640x352.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-425x234.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-320x176.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2026/04/passagem-1-240x132.jpg 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Passagem elevada para animais selvagens da Groenlândia. Foto: Departamento de Transportes do Colorado</figcaption></figure>
</div>


<p>“Após mais de nove anos de planejamento e trabalho, o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Colorado está entusiasmado”, disse o gerente de vida selvagem, Matt Martinez. “Estamos ansiosos para que veados, alces, ursos, pumas e muitas&nbsp;<strong>outras espécies cruzem a I-25 em segurança</strong>, que antes era uma grande barreira para a migração e movimentação da vida selvagem.” O financiamento e a expertise para o projeto vieram de uma parceria público-privada multissetorial, incluindo a Administração Federal de Rodovias. No entanto, uma verba federal concedida pelo Programa Piloto de Passagens de Vida Selvagem (Wildlife Crossings Pilot Program) forneceu a maior parte do custo da construção, que acabou sendo de US$ 15 milhões.</p>



<p>Fonte: <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/maior-passagem-de-fauna-da-america-do-norte-e-inaugurada/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a></p>
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		<title>Intoxicações por agrotóxicos batem recorde no Brasil em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxico]]></category>
		<category><![CDATA[Pesticida]]></category>
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					<description><![CDATA[Recorde de casos em 2025 acompanha aumento na liberação e no uso de pesticidas, acendendo alerta de saúde pública no país O número de pessoas intoxicadas por&#160;agrotóxicos&#160;no Brasil atingiu seu&#160;nível mais alto em 2025. Ao todo, foram 9.729 registros ao longo do ano, uma média de&#160;27 ocorrências por dia. O levantamento, realizado pela Repórter Brasil [&#8230;]]]></description>
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<p>Recorde de casos em 2025 acompanha aumento na liberação e no uso de pesticidas, acendendo alerta de saúde pública no país</p>



<p>O número de pessoas intoxicadas por&nbsp;agrotóxicos&nbsp;no Brasil atingiu seu&nbsp;<strong>nível mais alto em 2025</strong>. Ao todo, foram 9.729 registros ao longo do ano, uma média de&nbsp;<strong>27 ocorrências por dia</strong>. O levantamento, realizado pela Repórter Brasil e repercutido pelo climainfo, com base em dados do Ministério da Saúde, revela um salto de<strong>&nbsp;84% em comparação a 2015</strong>, quando a série histórica começou.&nbsp;</p>



<p>Ao observar apenas os episódios não intencionais, excluindo situações em que houve ingestão deliberada, fica evidente quem mais sofre com esse cenário: homens entre 20 e 39 anos concentram&nbsp;<strong>70% dos casos</strong>. Mais da metade dessas ocorrências (54%) acontece durante o trabalho, e, em 80% delas, há&nbsp;<strong>relação direta com o uso de agrotóxicos em atividades&nbsp;agrícolas</strong>. Desde 2015, o país já contabiliza 73.391 notificações, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O&nbsp;<strong>Espírito Santo</strong>&nbsp;aparece como o estado com maior número de intoxicações em 2025, respondendo por 10% do total. Logo atrás estão Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima, todos na região Norte, o que reforça os impactos associados à expansão do agronegócio nesses territórios.</p>



<p>Para pesquisadores, o crescimento dos casos não é isolado, ele acompanha a ampliação da presença de pesticidas no mercado brasileiro. O país também registrou recordes nesse campo. Só em 2025, foram concedidos&nbsp;<strong>914 novos registros de agrotóxicos</strong>, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. Já em 2024, as vendas chegaram a 826 mil toneladas, alta de 9,3% frente a 2023, de acordo com o IBAMA. “Com mais agrotóxicos disponíveis, há uma tendência de que o preço caia, fazendo com que o consumo aumente. Se o consumo aumentar, a população&nbsp;<strong>vai estar mais exposta</strong>”, afirma Loredany Rodrigues, professora de economia aplicada da Universidade Federal de Viçosa (UFV).</p>



<p>Especialistas também avaliam que mudanças recentes na legislação contribuíram para piorar o quadro. A Lei de Agrotóxicos sancionada em 2024 é apontada como um retrocesso nas regras de controle. “Já faz tempo que as intoxicações por agrotóxicos&nbsp;<strong>não deveriam ser mais vistas como casos isolados</strong>, mas como um problema de saúde pública”, afirma Fernanda Savicki, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A geógrafa Larissa Bombardi, referência no tema, chama atenção para uma dinâmica global que impacta diretamente o Brasil. Segundo ela, produtos proibidos ou severamente restritos na União Europeia continuam sendo utilizados em larga escala no país, muitas vezes por empresas europeias, fenômeno que se define como<strong>&nbsp;“colonialismo químico”</strong>. “A população rural no Brasil está cronicamente exposta a substâncias que são&nbsp;<strong>cancerígenas ou que provocam desregulação hormonal</strong>”, ressalta a geógrafa no Brasil de Fato. “Por estudos que temos, já sabemos que as áreas em que mais se utiliza agrotóxico são aquelas em que há maior prevalência de câncer.”</p>



<p>Em posicionamento enviado à Repórter Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) relaciona o avanço das intoxicações à força econômica e&nbsp;<strong>política do agronegócio</strong>, que, segundo o órgão, tem influenciado a adoção de medidas favoráveis ao setor. Esse contexto também se reflete em disputas judiciais internacionais envolvendo grandes fabricantes de pesticidas. A multinacional alemã Bayer, por exemplo, firmou um acordo de US$ 7,25 bilhões (R$ 37 bilhões) para encerrar dezenas de milhares de&nbsp;<strong>processos relacionados ao herbicida Roundup</strong>, associado a casos de linfoma não Hodgkin. As ações alegam que a empresa não alertou adequadamente sobre os possíveis riscos carcinogênicos do glifosato. De acordo com O Globo e UOL, o acordo foi submetido a um tribunal no Missouri, nos Estados Unidos, e prevê a criação de um fundo para atender<strong>&nbsp;reivindicações atuais e futuras ao longo de até 21 anos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Fonte: <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/intoxicacoes-por-agrotoxicos-batem-recorde-no-brasil-em-2025/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a></p>
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		<title>Tratado Global dos Oceanos entra em vigor</title>
		<link>https://deolhonaengenharia.com/tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 16:58:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida marinha]]></category>
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					<description><![CDATA[Após décadas de negociação, 1º marco legal internacional para a conservação da biodiversidade no alto-mar entrou em vigor no dia 17 A conservação da vida marinha vive um momento histórico: após 20 anos de negociação, o Tratado Global dos Oceanos entrou em vigor, neste sábado, 17 de janeiro. Esse é o primeiro marco legal internacional [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após décadas de negociação, 1º marco legal internacional para a conservação da biodiversidade no alto-mar entrou em vigor no dia 17</p>



<p>A conservação da vida marinha vive um momento histórico: após 20 anos de negociação, o Tratado Global dos Oceanos entrou em vigor, neste sábado, 17 de janeiro. Esse é o primeiro marco legal internacional para a conservação da biodiversidade no alto-mar, área que corresponde a cerca de dois terços dos oceanos do planeta e que, até hoje, carecia de mecanismos eficazes de proteção.&nbsp;<strong>Atualmente, apenas cerca de 1% das áreas em alto-mar estão formalmente protegidas.</strong></p>



<p>“O Tratado Global dos&nbsp;Oceanos&nbsp;é um momento histórico ao multilateralismo, à governança global, à proteção dos oceanos e ao enfrentamento à crise climática. Entre os principais avanços, podemos destacar que este acordo abre a possibilidade para a criação de áreas marinhas protegidas em águas internacionais, para avaliações de impacto ambiental em alto-mar e cria um compromisso para que os benefícios dos recursos marinhos sejam compartilhados de forma justa entre os países, com atenção especial a comunidades tradicionais e povos originários das zonas costeiras”, explica a coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.</p>



<p><strong>Alto-mar é a área dos oceanos que está além das jurisdições nacionais, começando a cerca de 370 km da costa. Ele cobre quase metade da superfície da Terra e abriga ecossistemas essenciais para a regulação do clima e da vida marinha.</strong></p>



<p><strong>Nova era na proteção dos oceanos</strong></p>



<p>Esse acordo&nbsp;internacional de caráter vinculante&nbsp;estabelece, pela primeira vez, um marco&nbsp;que busca proteger e garantir o uso sustentável da biodiversidade marinha em&nbsp;águas internacionais que cobrem aproximadamente dois terços do oceano.</p>



<p>Para isso, o Tratado estabelece um órgão de governança e um processo legal para a criação de áreas marinhas protegidas no alto-mar. Apesar da vitória, ambientalistas afirmam que o Tratado precisa ser acompanhado de ações urgentes, como a criação de santuários em alto-mar e a integração deste acordo com compromissos climáticos e de proteção da biodiversidade.</p>



<p>Internacionalmente, a Oceana no&nbsp;Chile&nbsp;trabalha para a criação da primeira Área Marinha Protegida no alto-mar sob a égide do Tratado. Trata-se das cadeias de montanhas subaquáticas de Salas y Gómez e de Nazca, considerada uma área prioritária para conservação, que abrange cerca de 2.900 quilômetros quadrados e onde vivem 170 novas espécies marinhas.</p>



<p>Para o diretor-geral da Oceana, Ademilson Zamboni, isso abre caminho para garantir que a proteção da biodiversidade em águas internacionais aconteça de modo mais concreto. “Estamos falando da proteção de ecossistemas que garantem o equilíbrio climático e a vida no planeta. Agora, os países precisam demonstrar liderança e agir com a ambição que a crise da biodiversidade exige. No Brasil, a Oceana teve papel fundamental para sua ratificação e segue comprometida em aprovar políticas públicas que protejam os nossos oceanos e garantam a segurança alimentar para milhões de pessoas”, ressaltou o oceanólogo.</p>



<p>O Tratado Global dos Oceanos foi aberto à ratificação dos países em 2023, com a meta de alcançar 60 adesões até 2025 para que pudesse entrar em vigor em 2026. Até o momento, 82 países já o ratificaram e, com sua entrada em vigor, passa a gerar obrigações legais de implementação para os Estados signatários.&nbsp;O Brasil ratificou o acordo em 2025 e entregou o instrumento de ratificação durante a&nbsp;<a href="https://ciclovivo.com.br/cop30/texto-final-da-cop30-tem-avancos-e-lacunas-importantes/" target="_blank" rel="noopener">COP30</a>.</p>



<p><strong>“No contexto brasileiro, a adesão ao tratado é estratégica para garantir a proteção da biodiversidade no Atlântico Sul e reforça o compromisso do país com uma agenda ambiental justa e centrada nos oceanos para o Sul Global”, diz Andrade.</strong></p>



<p><strong>COP dos Oceanos e mineração em alto mar</strong></p>



<p>Também conhecido como Acordo BBNJ (sigla em inglês para&nbsp;<em>Biodiversity Beyond National Jurisdiction</em>), o Tratado Global dos Oceanos abre caminho para a realização da primeira Conferência das Partes do Oceano, a ‘COP dos Oceanos’, prevista para o segundo semestre de 2026, e fortalece a atuação coordenada em fóruns internacionais, como a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA).</p>



<p><strong>Os fóruns concentram hoje as negociações sobre o avanço da mineração em alto-mar — atividade que pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos e comprometer funções essenciais do oceano, como o armazenamento de carbono.</strong></p>



<p>“Os oceanos cobrem 71% da superfície terrestre e são responsáveis por absorver até 30% dos gases de efeito estufa da atmosfera, como aponta o IPCC. Não dá para seguirmos ignorando esses dados. Precisamos de ações concretas, a níveis nacionais e global, que posicionem os oceanos como espaço central para discussões climáticas e de proteção da biodiversidade”, aponta Andrade.</p>



<p>O tratado é estratégico para garantir a proteção da biodiversidade no Atlântico Sul e contribuir para o cumprimento da&nbsp;meta global 30×30, prevista no Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que estabelece a proteção de 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030.</p>



<p>Com informações de <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a>.</p>
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		<title>Prédios que viraram florestas estão mudando as cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 13:12:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta vertical]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[E se eu te contar que alguns prédios estão começando a agir como árvores?&#160;Não é força de expressão, nem papo de arquiteto sonhador. Eles resfriam o ar, absorvem CO₂, abrigam pássaros e ainda melhoram o humor de quem mora ali. Essas construções existem, estão se espalhando pelo mundo e atendem pelo nome de&#160;florestas verticais. E [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>E se eu te contar que alguns prédios estão começando a agir como árvores?</strong>&nbsp;Não é força de expressão, nem papo de arquiteto sonhador. Eles resfriam o ar, absorvem CO₂, abrigam pássaros e ainda melhoram o humor de quem mora ali.</p>



<p>Essas construções existem, estão se espalhando pelo mundo e atendem pelo nome de&nbsp;<strong>florestas verticais</strong>. E tudo começou com um incômodo simples: cidades quentes demais, cinzentas demais e… humanas de menos.</p>



<p><strong>O dia em que o vidro cansou</strong></p>



<p>Em 2007, o arquiteto italiano&nbsp;<strong>Stefano Boeri</strong>&nbsp;observava a expansão acelerada de Dubai. Arranha-céus de vidro por todos os lados, refletindo o sol, devolvendo calor e transformando as ruas em verdadeiros fornos urbanos. Foi aí que surgiu a pergunta que mudaria tudo:&nbsp;<strong>e se, em vez de vidro, os prédios fossem cobertos por folhas?&nbsp;</strong>Parece simples. Mas essa ideia plantou a semente da primeira floresta vertical do mundo.</p>



<p><strong>Nasce a primeira floresta vertical</strong></p>



<p>O resultado dessa provocação foi o&nbsp;<strong>Bosco Verticale</strong>, em Milão, inaugurado há 10 anos. São duas torres residenciais cobertas por centenas de árvores e milhares de plantas, distribuídas em sacadas. Elas não estão ali só para enfeitar. As plantas reduzem a temperatura do prédio em até&nbsp;<strong>3 °C</strong>, filtram a luz solar, produzem vapor d’água e melhoram a qualidade do ar.</p>



<p>E sim, existe até uma profissão curiosa envolvida: os&nbsp;<strong>“jardineiros voadores”</strong>, responsáveis por cuidar da vegetação nas alturas.</p>



<p><strong>Uma casa para humanos… e para pássaros</strong></p>



<p>O Bosco Verticale virou símbolo de uma nova lógica urbana. Ali, a hierarquia se inverte: o prédio é descrito como&nbsp;<strong>um lar para árvores e aves, que também abriga seres humanos</strong>. O projeto foi inspirado em estudos que mostram como as árvores são fundamentais para a vida, sequestrando carbono, produzindo oxigênio e oferecendo sombra. Não por acaso, o complexo ganhou prêmios e virou livro.</p>



<p><strong>Quando o verde começa a se espalhar</strong></p>



<p>Depois de Milão, a ideia não parou mais.</p>



<p>Florestas verticais começaram a surgir em cidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Nanjing, na China</li>



<li>Eindhoven, na Holanda</li>



<li>Montpellier, na França</li>



<li>Denver, nos Estados Unidos</li>



<li>Cairo, no Egito (em construção)</li>
</ul>



<p>E não estamos falando apenas de prédios de luxo.</p>



<p><strong>Floresta vertical não é só para milionário</strong></p>



<p>Em 2021, a cidade de Eindhoven inaugurou a&nbsp;<strong>Floresta Vertical Trudo</strong>, um projeto de moradia social. O aluguel máximo gira em torno de&nbsp;<strong>600 euros</strong>. Ou seja: verde, sustentabilidade e dignidade urbana também podem ser acessíveis.</p>



<p>Em Montpellier, um terço dos apartamentos de outro projeto será destinado a moradias a preços reduzidos.</p>



<p><strong>Arquitetura que faz bem para a cabeça</strong></p>



<p>Esses projetos não impactam só o clima. Eles mexem com algo ainda mais sensível: a saúde mental.</p>



<p>Pesquisas mostram que ambientes com mais plantas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aumentam a satisfação no trabalho</li>



<li>Melhoram a qualidade do ar</li>



<li>Reduzem sintomas de ansiedade e depressão</li>
</ul>



<p>No País de Gales, um estudo com mais de 2 milhões de registros médicos associou áreas mais verdes a&nbsp;<strong>40% menos casos de ansiedade e depressão</strong>. Curiosamente, o impacto foi ainda maior nas regiões mais pobres.</p>



<p><strong>Hospitais que parecem jardins</strong></p>



<p>Não é à toa que hospitais também estão adotando o conceito. Na Bélgica, o projeto&nbsp;<strong>Hospiwood 21</strong>&nbsp;inclui florestas verticais terapêuticas. A ideia é simples e poderosa: usar plantas para reduzir o estresse e acelerar a recuperação dos pacientes. Na Itália, o novo Hospital Policlínico de Milão terá um telhado verde de&nbsp;<strong>7 mil metros quadrados</strong>.</p>



<p><strong>Quando o prédio vira um organismo vivo</strong></p>



<p>Em Taipei, Taiwan, um edifício chama atenção pelo formato curioso: uma&nbsp;<strong>hélice dupla de DNA</strong>. O Tao Zhu Yin Yuan abriga&nbsp;<strong>23 mil plantas</strong>. Elas absorvem cerca de&nbsp;<strong>130 toneladas de CO₂ por ano</strong>&nbsp;e reduzem em até&nbsp;<strong>30% o uso de ar-condicionado</strong>. O prédio ainda usa princípios de&nbsp;<strong>biomimetismo</strong>, imitando sistemas da natureza para ventilar e purificar o ar.</p>



<p><strong>Prédios que combatem enchentes</strong></p>



<p>Outro detalhe importante: as florestas verticais ocupam menos solo. Isso reduz a impermeabilização do chão e diminui o risco de enchentes. Em vez de espalhar concreto, elas crescem para cima, liberando espaço para a natureza no nível da rua.</p>



<p><strong>Cidades que querem virar florestas</strong></p>



<p>O conceito está indo além de prédios isolados. Na China, a&nbsp;<strong>Cidade da Floresta de Liuzhou</strong>&nbsp;pretende abrigar 30 mil moradores e gerar sua própria energia. No México, a&nbsp;<strong>Cidade da Floresta Inteligente de Cancún</strong>&nbsp;planeja banir carros movidos a combustão. Ainda são projetos em espera, mas mostram para onde a arquitetura urbana está olhando.</p>



<p><strong>Mais do que prédios, manifestos</strong></p>



<p>Para Stefano Boeri, as florestas verticais não são apenas soluções técnicas. Elas são&nbsp;<strong>manifestos políticos e culturais</strong>. A mensagem é simples: a natureza precisa voltar a habitar os espaços humanos. Não como decoração. Mas como parte essencial da cidade.</p>



<p><strong>O futuro pode ser… verde</strong></p>



<p>Como escreveu o filósofo Emanuele Coccia, “a natureza não é algo do passado”.</p>



<p><strong>Ela é o nosso futuro tecnológico.</strong></p>



<p>E se depender dessas árvores que crescem em forma de prédios, talvez o amanhã seja mais fresco, mais silencioso… e muito mais vivo.</p>



<p>Com informações de <a href="https://www.fatosdesconhecidos.com.br/predios-que-viraram-florestas-estao-mudando-as-cidades/" target="_blank" rel="noopener">Fatos Desconhecidos</a>.</p>
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		<title>Rodovia de São Paulo ganha ponte verde para evitar que animais sejam atropelados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 11:39:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Rodovia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil possui mais de 119 mil quilômetros de malha rodoviária federal, que facilitam muito uma série de serviços no país. Mas toda essa infraestrutura tem um preço (sobretudo para a natureza), gerando vários impactos negativos – entre eles, a morte de animais que são vítimas de atropelamento nessas rodovias, que invadem seu habitat natural. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil possui mais de 119 mil quilômetros de malha rodoviária federal, que facilitam muito uma série de serviços no país. Mas toda essa infraestrutura tem um preço (sobretudo para a natureza), gerando vários impactos negativos – entre eles, a morte de animais que são vítimas de atropelamento nessas rodovias, que invadem seu habitat natural. A cada segundo, 15 bichos morrem atropelados nessas estradas. São 473 milhões (!) de animais por ano. Triste demais, né?</p>



<p>Na Rodovia Nova Tamoios, em São Paulo, um projeto da startup&nbsp;<a href="http://plantverd.com.br/" target="_blank" rel="noopener">PlantVerd</a>, que atua na recuperação de áreas ambientais degradadas, promete solucionar esse problema. Com investimento da Dersa, responsável pela conservação da rodovia, a empresa construiu uma ponte verde no trecho que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte para garantir que animais possam atravessar por ela para ir de um lado ao outro da estrada e, assim, evitar os acidentes por atropelamento – que muitas vezes matam os bichinhos e também os seres humanos que estão ao volante.</p>



<p>Com 1.000 m² de área, a ponte foi construída com árvores frutíferas nativas da região, que ajudam a atrair os animais, além de espécies locais ameaçadas de extinção, como o cedro-cheiroso. Assim, além de ajudar a conservar a fauna, também contribui para recuperar a flora do lugar.</p>



<p>O projeto começou a ser pensado em 2018 e levou três anos para ser concluído. Agora ele já apresenta resultados bastante positivos de diminuição de atropelamentos e acidentes no trecho da rodovia em que está instalado. Já pensou se virasse tendência em todas as rodovias Brasil afora?</p>
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		<title>Poluição grave afeta 46% de ambientes aquáticos do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 23:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo sintetizou dados de 6049 registros de contaminação: Plásticos e bitucas de cigarro correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados “Sujos” ou “extremamente sujos”: estas são as classificações de 46% dos ambientes aquáticos do mundo. A conclusão é de um levantamento que compilou e sistematizou dados de 6.049 registros de contaminação por lixo em ambientes [&#8230;]]]></description>
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<p>Estudo sintetizou dados de 6049 registros de contaminação: Plásticos e bitucas de cigarro correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados</p>



<p>“Sujos” ou “extremamente sujos”: estas são as classificações de 46% dos ambientes aquáticos do mundo. A conclusão é de um levantamento que compilou e sistematizou dados de 6.049 registros de contaminação por lixo em ambientes aquáticos de todos os continentes ao longo da última década.</p>



<p>Coordenado pelo pesquisador&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/682222/italo-braga-de-castro/" target="_blank" rel="noopener">Ítalo Braga de Castro</a>&nbsp;e liderado pelo doutorando&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/712122/victor-vasques-ribeiro/" target="_blank" rel="noopener">Victor Vasques Ribeiro</a>, do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (IMar-Unifesp), o estudo analisou artigos publicados entre 2013 e 2023 e calculou o nível de limpeza de rios, estuários, praias e manguezais com base no Clean-Coast Index (CCI), uma métrica internacional que quantifica a densidade de resíduos sólidos em ambientes costeiros. Os resultados foram&nbsp;<a href="http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0304389425033424" target="_blank" rel="noopener">publicados no Journal of Hazardous Materials</a>.</p>



<p>O estudo apontou que há uma distribuição desigual do esforço de monitoramento. Nesse cenário, o Brasil se destaca, liderando o número de registros no período. “Mas isso não garante que os ambientes monitorados apresentem boas condições e estejam limpos. Os resultados mostram que cerca de 30% dos ambientes costeiros brasileiros foram considerados sujos ou extremamente sujos de acordo com a escala CCI”, diz Castro.</p>



<p><strong>Um dos casos mais críticos de contaminação se encontra em território brasileiro, e muito próximo da cidade de São Paulo, nos manguezais de Santos, que figuram entre os pontos mais contaminados do planeta.</strong></p>



<p>A síntese mundial produzida pela equipe mostrou uma homogeneidade surpreendente na composição do lixo, independentemente de diferenças culturais, econômicas ou geográficas.&nbsp;<strong>Plásticos e&nbsp;bitucas de cigarro&nbsp;correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados globalmente</strong>. “São raríssimos os locais totalmente livres de lixo”, comenta o pesquisador.</p>



<p>Os plásticos representam 68% dos itens registrados. Seu predomínio é potencializado pela persistência no meio ambiente, pela fragmentação em micro e&nbsp;nanoplásticos&nbsp;e pelo transporte por correntes oceânicas a grandes distâncias. As bitucas, responsáveis por 11% dos resíduos, liberam mais de 150 substâncias tóxicas que podem ser muito prejudiciais aos organismos aquáticos.</p>



<p>O estudo confirmou, com dados quantitativos, o papel positivo desempenhado pelas áreas de proteção ambiental. “Analisamos 445 áreas protegidas em 52 países. A conclusão é inequívoca: a proteção reduz a contaminação em até sete vezes. Cerca de metade das áreas protegidas investigadas foi classificada como ‘limpa’ ou ‘muito limpa’. Mesmo assim, a proteção não é garantia de imunidade frente à crescente pressão humana. Cerca de 31% das áreas protegidas foram classificadas como ‘sujas’ ou ‘extremamente sujas’, mostrando que não estão efetivamente imunes à contaminação por lixo no mar”, pondera Danilo Freitas Rangel, mestrando do IMar-Unifesp que participou da equipe de pesquisadores.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="410" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1.webp" alt="" class="wp-image-5139" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-960x384.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-800x320.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-768x308.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-640x256.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-425x170.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-320x128.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-1-240x96.webp 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Journal of Hazardous Materials</figcaption></figure>
</div>


<p>Um resultado mais sofisticado do trabalho é o chamado “efeito de borda” nas fronteiras das&nbsp;unidades de conservação. A equipe calculou a distância de cada ponto de amostragem até os limites das áreas protegidas, identificando um padrão: o lixo se acumula principalmente nas beiradas, evidenciando a influência direta das atividades humanas do entorno. “Esse efeito é reforçado por pressões externas como turismo, urbanização próxima e transporte de resíduos por rios e correntes marinhas. A vulnerabilidade das bordas sugere a necessidade de políticas de amortecimento territorial, gestão integrada e fiscalização para além dos limites formais das unidades de conservação”, enfatiza Castro (leia mais&nbsp;<a href="https://agencia.fapesp.br/mudancas-climaticas-e-urbanizacao-provocam-esmagamento-das-praias-diz-pesquisador/56465" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>).</p>



<p>O estudo também inovou ao cruzar dados de contaminação com indicadores socioeconômicos globais, utilizando o Global Gridded Relative Deprivation Index (GRDI) para estimar níveis de desenvolvimento em escala de um quilômetro quadrado. “Observamos um padrão não linear: em áreas não protegidas, a contaminação aumenta nos estágios iniciais de desenvolvimento econômico, mas começa a cair quando o país atinge determinado patamar de infraestrutura e governança ambiental. Já dentro das áreas protegidas, o desenvolvimento tende a aumentar a contaminação – sinal de que investimentos em gestão e fiscalização ainda não acompanham a velocidade da atividade econômica”, diz&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/741141/leonardo-lopes-costa/" target="_blank" rel="noopener">Leonardo Lopes Costa</a>, um dos autores do estudo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2.webp" alt="" class="wp-image-5140" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2.webp 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-960x640.webp 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-800x534.webp 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-768x512.webp 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-640x427.webp 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-425x283.webp 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-320x213.webp 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/12/poluicao-2-240x160.webp 240w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">A poluição plástica representa um risco para toda a vida no nosso planeta e requer uma solução global. Foto: Muhammad Numan | Unsplash</figcaption></figure>
</div>


<p>O enfrentamento da contaminação por lixo, especialmente plástico, depende de ações integradas em toda a cadeia produtiva – desde redução da fabricação, passando por sistemas eficientes de coleta e reaproveitamento, até acordos multilaterais que evitem deslocamentos transfronteiriços de resíduos. Sem mudanças estruturais na governança global do lixo, a crise só tende a se agravar. Neste contexto, um dos aspectos mais relevantes do estudo é sua utilidade direta nos processos internacionais em curso. “Os resultados oferecem uma base científica inédita para subsidiar políticas públicas e negociações, como o Tratado Global do Plástico e o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal”, argumenta Castro.</p>



<p>O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio de&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/113034/moluscos-bivalves-como-sentinelas-contemporaneos-e-historicos-da-contaminacao-por-microplasticos/" target="_blank" rel="noopener">Auxílio à Pesquisa Regular</a>&nbsp;concedido a Castro,&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/228941/inovacao-e-tecnologia-para-predizer-a-contaminacao-costeira-por-residuos-solidos-e-riscos-socioambie/" target="_blank" rel="noopener">bolsa de pós-doutorado</a>&nbsp;concedida a Costa e de&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/206287/moluscos-bivalves-como-sentinelas-contemporaneos-e-historicos-da-contaminacao-por-microplasticos/" target="_blank" rel="noopener">doutorado</a>&nbsp;a Ribeiro.</p>



<p>O artigo&nbsp;<em>Influence of protected areas and socioeconomic development on litter contamination: a global analysis</em>&nbsp;pode ser acessado&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0304389425033424" target="_blank" rel="noopener">AQUI</a>.</p>
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		<item>
		<title>Estudo revela impacto surpreendente dos painéis solares na saúde e no clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2025 15:59:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Painel solar]]></category>
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					<description><![CDATA[Redução da poluição evitou centenas de mortes prematuras entre 2014 e 2022, além de US$ 28 bilhões em ganhos econômicos e ambientais A geração de&#160;energia solar&#160;é amplamente reconhecida por reduzir emissões e contribuir para a sustentabilidade ambiental. Agora, um estudo publicado na revista&#160;One Earth&#160;amplia esse entendimento ao revelar que os painéis solares evitaram quase 600 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Redução da poluição evitou centenas de mortes prematuras entre 2014 e 2022, além de US$ 28 bilhões em ganhos econômicos e ambientais</p>



<p>A geração de&nbsp;<strong>energia solar</strong>&nbsp;é amplamente reconhecida por reduzir emissões e contribuir para a sustentabilidade ambiental.</p>



<p>Agora, um estudo publicado na revista&nbsp;<a href="https://www.cell.com/one-earth/abstract/S2590-3322%2825%2900293-3" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>One Earth</em></strong></a>&nbsp;amplia esse entendimento ao revelar que os painéis solares evitaram quase 600 mortes prematuras nos Estados Unidos entre 2014 e 2022, resultado da queda na poluição do ar associada à substituição de combustíveis fósseis.</p>



<p><strong>Benefícios além das emissões evitadas</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Segundo os pesquisadores, os sistemas fotovoltaicos impediram a liberação de 178 milhões de toneladas de dióxido de carbono e substituíram 305 terawatts-hora de eletricidade antes gerada por carvão, gás e petróleo.</li>



<li>O impacto econômico também foi expressivo: cerca de US$ 28 bilhões em benefícios climáticos e de saúde.</li>



<li>Em 2020, essas vantagens corresponderam a quase metade do custo dos próprios equipamentos solares.</li>
</ul>



<p>Os cientistas destacam que as emissões globais de CO₂ seguem em níveis alarmantes — 50% mais altas que no período pré-Revolução Industrial e as maiores em milhões de anos, segundo a NOAA.</p>



<p>Nesse contexto, cada tonelada evitada contribui para frear efeitos como a elevação do nível do mar e eventos climáticos extremos.</p>



<p><strong>Efeitos regionais e incentivo à expansão</strong></p>



<p>O estudo também analisou o impacto em estados vizinhos aos que mais importaram painéis solares. O ar mais limpo beneficiou amplas regiões, já que a circulação atmosférica distribui tanto a poluição quanto a melhora na qualidade do ar.</p>



<p>Os pesquisadores defendem que o fortalecimento da cadeia global de suprimentos de energia solar é essencial, mesmo diante de tensões geopolíticas e tarifas.</p>



<p>Para eles, os resultados reforçam a importância de políticas que ampliem o acesso à tecnologia, incentivem investimentos em infraestrutura solar e estimulem consumidores e empresas a adotarem sistemas fotovoltaicos.</p>



<p>O trabalho, afirmam os autores, mostra que a energia solar gera benefícios ambientais, econômicos e sanitários — e tem potencial para proteger a saúde das comunidades nas próximas décadas.</p>



<p>Com informações de <a href="https://olhardigital.com.br/2025/11/29/medicina-e-saude/estudo-revela-impacto-surpreendente-dos-paineis-solares-na-saude-e-no-clima/" target="_blank" rel="noopener">Olhar Digital</a>.</p>
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		<title>MIT faz água brotar do ar no deserto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2025 13:19:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Água Potável]]></category>
		<category><![CDATA[Deserto]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrogel]]></category>
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					<description><![CDATA[Painel de hidrogel transforma ar em água, entusiasma a ciência, divide especialistas e mira mercado industrial em expansão No Vale da Morte, na Califórnia — um dos lugares mais quentes e secos do planeta — a&#160;água&#160;é uma aparição improvável. Foi nesse cenário extremo, porém, que engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) testaram uma [&#8230;]]]></description>
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<p>Painel de hidrogel transforma ar em água, entusiasma a ciência, divide especialistas e mira mercado industrial em expansão</p>



<p>No Vale da Morte, na Califórnia — um dos lugares mais quentes e secos do planeta — a&nbsp;água&nbsp;é uma aparição improvável. Foi nesse cenário extremo, porém, que engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) testaram uma tecnologia que busca&nbsp;<strong>transformar a própria atmosfera em reservatório</strong>: um painel passivo capaz de extrair água potável do ar.</p>



<p>O dispositivo usado no experimento, realizado por sete dias, é um painel vertical preto, do tamanho de uma janela, fabricado com vidro e hidrogel, um material absorvente feito de polímeros de cadeia longa e sal. Seu design lembra “plástico bolha preto” e recorre a dobras inspiradas no origami para&nbsp;<strong>ampliar a área de contato com o ar</strong>. Dentro do painel, pequenas estruturas se expandem ao capturar vapor d’água e se contraem quando o vapor retorna ao vidro em forma condensada.</p>



<p>O sistema dispensa eletricidade e opera apenas com o calor do sol. À noite — quando a&nbsp;<strong>concentração de vapor no deserto é maior</strong>&nbsp;— o hidrogel absorve a umidade e pode inchar até 10 vezes o seu volume. “Aí é que reside grande parte da empolgação”, disse Paul Westerhoff, professor da Escola de Engenharia Sustentável e Ambiente Construído da Universidade Estadual do Arizona, ao canal de televisão CNN. Ele também ressaltou que o método não agravaria a seca global, porque “ao contrário da mineração, a água capturada do ar retorna rapidamente ao ciclo hidrológico”.</p>



<p>Durante o dia, uma película de polímero especial de resfriamento ajuda a criar um&nbsp;<strong>microambiente dentro da câmara de vidro</strong>, favorecendo a evaporação e a condensação. A água escorre pela estrutura, percorre um tubo simples e goteja em um reservatório abaixo como água fresca e potável.</p>



<p>Mesmo com umidade variando entre&nbsp;<strong>21% e 88% ao longo das medições</strong>, o sistema obteve desempenho superior ao de outros projetos passivos e até melhor que alguns sistemas ativos. Em condições extremas de&nbsp;<strong>até 5% de umidade</strong>, chegou a extrair até 160 mililitros por dia — um copo pequeno. Em outros dias, a coleta oscilou entre 57 e 161,5 ml, algo como “dois terços de uma xícara por dia”.</p>



<p>A equipe vê o experimento como um passo para alcançar um impacto real. “Como o design deste dispositivo é bastante compacto, acreditamos que uma área ainda maior do dispositivo possa<strong>&nbsp;fornecer água potável para o consumo diário de uma residência</strong>”, afirmou Zhao, um dos pesquisadores. Em projeção mais ambiciosa, ele disse: “Imaginamos que um dia será possível instalar uma série desses paineis… coletando água o tempo todo, em escala doméstica”. Para uso individual, o grupo aponta que oito desses paineis supririam um adulto médio. É uma saída para aplicações de escala menor onde se precisa de uma pequena quantidade de água potável de alta qualidade.&nbsp;</p>



<p><strong>Do nicho científico ao radar do mercado</strong></p>



<p>Ainda assim, especialistas questionam o encaixe da tecnologia no universo dos mananciais. “O fato é que você está produzindo uma&nbsp;<strong>quantidade muito pequena de água</strong>&nbsp;e também é muito difícil imaginar onde ela se encaixa no leque de fontes de água”, disse Christopher Gasson, da Global Water Intelligence, à CNN. “Será algo de nicho, no máximo”. Para o consultor Steve Gluck, “na maioria dos casos,&nbsp;<strong>trata-se de uma solução de nível inferior</strong>”. O custo também é tema de divisão. Beber a água produzida custaria cerca de 10 vezes mais que a da torneira.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="552" height="600" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/agua-1.gif" alt="" class="wp-image-5104" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/agua-1.gif 552w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/agua-1-425x462.gif 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/agua-1-320x348.gif 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/agua-1-240x261.gif 240w" sizes="auto, (max-width: 552px) 100vw, 552px" /><figcaption class="wp-element-caption">Engenheiros do MIT testam um coletor passivo de água no Vale da Morte, na Califórnia. A estrutura, do tamanho de uma janela, é feita de um material de hidrogel (preto) inspirado em origami, que absorve água do ar e a libera em tubos onde os pesquisadores podem coletar a umidade como água potável pura.<br>Foto: Divulgação | MIT</figcaption></figure>
</div>


<p>Se a pertinência ao consumo humano é alvo de debate, a indústria aparece como horizonte imediato. Para Westerhoff, a captação não deveria priorizar a<strong>&nbsp;ingestão humana, e sim o setor industrial</strong>&nbsp;— incluindo a água ultrapura para semicondutores e a água muito limpa para refrigerantes, cervejas, baterias e equipamentos médicos.&nbsp;Esse mercado, de fato, cresce. Avaliado em mais de 2 bilhões de dólares, já inspira empreendedores ao redor mundo, como o da israelense H2OLL, no Negev, que produz&nbsp;<strong>757 litros por dia</strong>&nbsp;em uma escola beduína. Nos EUA, a AirJoule abastece 800 galões por dia usando calor residual industrial.</p>



<p>Apesar da tração comercial, o rendimento em escala segue como alerta. No caso de uso em guerra e emergência, exigiria-se um enorme volume de equipamentos. Mesmo estudiosos favoráveis a aplicações militares reconhecem desafios de durabilidade.&nbsp;<strong>“O ambiente externo é relativamente hostil. Gostaríamos de observar o comportamento do dispositivo sob essas condições de estresse, após três, seis, nove meses”</strong>, disse à CNN o pesquisador Daryl Williams, do Imperial College London. A otimização vem a seguir, promete o time. “Este é apenas um projeto de prova de conceito, e há muitas coisas que podemos otimizar”, afirmou Liu, pesquisador dessa tecnologia.&nbsp;</p>



<p>Com informações de <a href="https://ciclovivo.com.br/inovacao/tecnologia/mit-faz-agua-brotar-do-ar-no-deserto/" target="_blank" rel="noopener">Ciclo Vivo</a>.</p>
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		<title>Telha com casa para pássaros atrai biodiversidade para cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 22:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Ideia simples e funcional une moradias de pessoas e de aves, trazendo mais vida para áreas urbanas A vida nas cidades pode incluir a biodiversidade! Para atrair e cuidar de outras, além dos seres humanos, muitas soluções simples e eficientes foram desenvolvidas, como&#160;hotéis para polinizadores&#160;solitários, plantio de flores silvestres,&#160;tetos verdes&#160;e pomares urbanos. Agora, as telhas [&#8230;]]]></description>
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<p>Ideia simples e funcional une moradias de pessoas e de aves, trazendo mais vida para áreas urbanas</p>



<p>A vida nas cidades pode incluir a biodiversidade! Para atrair e cuidar de outras, além dos seres humanos, muitas soluções simples e eficientes foram desenvolvidas, como&nbsp;hotéis para polinizadores&nbsp;solitários, plantio de flores silvestres,&nbsp;tetos verdes&nbsp;e pomares urbanos. Agora, as telhas das casas podem se transformar em casas de pássaros.</p>



<p>Esta é a ideia o designer holandês&nbsp;Klaas Kuiken. Ele criou uma casa para pássaros que se encaixa perfeitamente em telhas de barro usadas tradicionalmente nos telhados. Com esta estrutura, ele fornece abrigo e traz a população urbana de pássaros para perto da população humana.</p>



<p>O projeto ganhou o nome de&nbsp;<strong>Birdhouse Rooftile</strong>&nbsp;e foi pensado levando em consideração que os telhados já são escolhas comuns de várias espécies de aves para seus ninhos. Com uma pequena “porta” circular, estas casinhas oferecem um refúgio seguro às aves oferecendo boa ventilação e proteção contra animais domésticos, como os gatos.</p>



<p>Para desenhar o projeto, o designer contou com a colaboração da Vogelbescherming Nederland, organização holandesa para a proteção das aves. O abrigo é feito de uma chapa de madeira moldada com uma tela que protege o contato direto dos&nbsp;pássaros&nbsp;com o telhado. Ou seja, não há nenhum risco de os filhotes caírem das alturas e quando chove, eles continuam protegidos de uma possível inundação. Além disso, são produzidos com materiais especiais que também protegem de uma possível elevação de temperatura. Uma cola especial que resiste à temperaturas extremas fixa a casa de pássaros na telha.</p>



<p>O resultado é uma fusão perfeita de uma telha básica de terracota com um abrigo simples, bonito e eficiente que contribui para aumentar a população de&nbsp;aves nas cidades.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1031" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa.jpg" alt="" class="wp-image-5094" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-960x967.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-800x805.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-768x773.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-640x644.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-425x428.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-320x322.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/telha-casa-240x242.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p>Para finalizar, a casa conta ainda com uma importante “mobília”: uma cesta de nidificação cuidadosamente projetada, feita de madeira e tela. Este pequeno “ninho” garante uma boa ventilação, evita que as aves se desloquem para outros locais debaixo do seu telhado e facilita muito a limpeza do interior após um período de reprodução.</p>



<p>As telhas já podem ser&nbsp;encomendadas na Holanda&nbsp;em diferentes tamanhos e cores. Segundo o fabricante “Ao instalar uma ou mais dessas telhas Birdhouse, você garante que nossos amados pássaros tenham um lugar seguro para ficar e criar seus filhotes.&nbsp;Em vez de rastejar sob as telhas para construir um ninho, os pássaros agora podem ficar em sua própria casa aconchegante”.</p>



<p><strong>Uma ideia que poderia ser reproduzida em vários outros países, não é?</strong></p>
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		<title>COP30 precisa ser histórica, diz cientista climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Welliton Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2025 15:10:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[Os olhares do mundo todo estão voltados para Belém, no Pará. A cidade brasileira é sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a&#160;COP30, que irá debater soluções para a crise climática. A expectativa é grande. Para Carlos Nobre, um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, esta terá de ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os olhares do mundo todo estão voltados para Belém, no Pará. A cidade brasileira é sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a&nbsp;<strong>COP30</strong>, que irá debater soluções para a crise climática.</p>



<p>A expectativa é grande. Para Carlos Nobre, um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, esta terá de ser a mais importante de todas as edições do evento em termos de avanços em ações efetivas para combater as&nbsp;<strong>mudanças climáticas</strong>.</p>



<p><strong>Estamos cada vez mais perto de uma tragédia climática</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em entrevista à <a href="https://agencia.fapesp.br/cop30-tera-de-ser-a-mais-importante-de-todas-as-conferencias-do-clima-diz-carlos-nobre/56356" target="_blank" rel="noopener"><strong>Agência FAPESP</strong></a>, o pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, destacou a necessidade de todos fazerem sua parte.</li>



<li>Para ele, os países precisam reduzir suas emissões de gases de efeito estufa a fim de mitigar os riscos de um aumento do aquecimento global acima de 2°C até 2050.</li>



<li>O cientista explica que, se esse nível for atingido, a Amazônia deixaria de funcionar como floresta e passaria a emitir mais carbono do que absorve.</li>



<li>Isso criaria um círculo vicioso, alternando ainda mais o equilíbrio climático do nosso planeta.</li>
</ul>



<p><strong>Esforço precisa ser global</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1.jpg" alt="" class="wp-image-4943" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-960x640.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-800x534.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-768x512.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-640x427.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-425x283.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-320x213.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-1-240x160.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Amazônia pode atingir ponto de não retorno (Imagem: streetflash/Shutterstock)
</figcaption></figure>
</div>


<p>Carlos Nobre lembra que durante a&nbsp;COP26, realizada em Glasgow, na Escócia, todos os países concordaram em não deixar a temperatura passar de 1,5 °C. Para isso, era necessário&nbsp;reduzir 43% das emissões até 2030 e zerar o saldo de emissões líquidas até 2050. Uma meta que ainda está distante.</p>



<p>Portanto, na minha opinião, a COP30 tem que ser, assim como foi a COP21, com o Acordo de Paris, e depois a COP26, a COP mais importante. Todos os países, ainda que os Estados Unidos não estejam dentro, têm de&nbsp;acelerar demais a redução das emissões. É&nbsp;um enorme desafio. A China colocou pequenas metas de redução até 2035. Precisa acelerar demais. Hoje é o país que mais emite, junto com a Índia. Já os Estados Unidos têm de esperar que o próximo presidente mude essa política.&nbsp;</p>



<p><em>Carlos Nobre, cientista climático</em></p>



<p>O especialista ainda alerta para os riscos de superar os 2 °C de aquecimento. Segundo ele, podemos observar uma grande extinção dos recifes de corais e de inúmeras espécies oceânicas, mas também de animais que vivem nos continentes.</p>



<p>Nós vamos fazer com que descongele o solo congelado da Sibéria, norte do Canadá e norte do Alasca, o chamado permafrost, que congelou há milhões e milhões e milhões de anos e represou uma quantidade gigantesca de gás de efeito estufa, como o metano, que é 28 a 30 vezes mais poderoso para reter o calor em comparação com o gás carbônico. E já começou a descongelar. Até 2100, mais de 200 bilhões de toneladas desses gases do permafrost vão ser lançados na atmosfera. Nós vamos acelerar demais o derretimento do manto de gelo na Groenlândia. Isso vai aumentar muito o nível do mar e também de parte da Antártica Ocidental. Vamos praticamente derreter o gelo do mar Ártico e ali do oceano do lado da Antártica.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="553" src="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2.jpg" alt="" class="wp-image-4945" srcset="https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2.jpg 1024w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-960x518.jpg 960w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-800x432.jpg 800w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-768x415.jpg 768w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-640x346.jpg 640w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-425x230.jpg 425w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-320x173.jpg 320w, https://deolhonaengenharia.com/wp-content/uploads/2025/11/cop-2-240x130.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Todos os países precisam fazer sua parte para reduzir as emissões (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)</em></figcaption></figure>
</div>


<p><em>Carlos Nobre, cientista climático</em></p>



<p>Para evitar este cenário, ele afirma que todos os países têm que concordar em acelerar a redução das emissões. Além disso, é preciso incentivar o uso de energias renováveis, impulsionando a transição energética global.</p>



<p>Com Informações de <a href="https://olhardigital.com.br/2025/11/06/ciencia-e-espaco/cop30-precisa-ser-historica-diz-cientista-climatico/" target="_blank" rel="noopener">Olhar Digital</a>.</p>
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